Decifrando a arte
11/8/09
Depois de alguns finais de semana namorando em casa (ora na minha, ora na dela), eis que eu e Eveline decidimos sair um poco da toca para dar um pulo no CCBB e ver o que estava rolando por lá. Para nossa sorte, o centro cultural abrigava duas exposições ótimas: a da artista plástica e professora de artes Regina Silveira, intitulada Linha de Sombra, e outra com obras da jovem geração de artistas argentinos, chamada Argentina Hoy. Ambas altamente recomendáveis para quem gosta de arte contemporânea.
Pessoalmente falando, eu adoro arte contemporânea. Entro logo no clima e fico totalmente entregue às possibilidades: o riso, o estranhamento, o choque... Sim, porque numa exposição de arte contemporânea é preciso estar preparado para rir, para se estranhar e para se chocar. A arte contemporânea possui uma tendência à irracionalidade, ao absurdo e ao irreverente e, por isso mesmo, pode ser engraçada, esquisita ou sensacionalista. A vantagem que ela leva em relação à arte figurativa é que o que vemos nela não é uma paisagem, uma natureza morta ou uma figura humana... o que enxergamos através dela somos nós mesmos. A arte contemporânea seria uma espécie de espelho do subconsciente.
Entretanto, o maior problema da arte contemporânea, na minha opinião, é a auto-indulgência. Essa característica se traduz na existência de um item que tornou-se irritantemente indispensável nas exposições: o caderno de mediação. Em outras palavras, é um libreto que explica as obras e a concepção do artista. Um objeto que, pessoalmente, considero desnecessário. Primeiro, porque acho arrogante a idéia de que a arte contemporânea só pode ser apreciada com auxílio de uma mediação feita por críticos de arte, acadêmicos, curadores ou pelo próprio artista; segundo, porque a arte contemporânea possui um componente lúdico que convida o expectador a interagir com a obra, ainda que apenas mental ou intelectualmente, portanto não necessita de mediação. Ou seja, a arte contemporânea, ao mesmo tempo que "convida" o expectador a "entrar" na obra subestima sua inteligência ou sua capacidade abstrair ou deduzir por conta própria a partir da experiência interativa.
Admiro a capacidade questionadora ou contestadora da arte, mas também acredito que mesmo a arte não pode, nem deve, ser isenta de questionamento e contestação.
Na foto, pintura sobre parede de Leila Tschopp, parte da exposição Argentina Hoy.
poise rapaz.... é o primeiroestagio ainda... vou parar logo, fazer o alicerce, laje da garagem e nivelamento do terreno... depois juntar grana pros proximos: construir (2ª etapa) acabamento (3ª etapa) cho q daqui uns 3 anos fica pronto!
abraçao!