7/6/09
Reinventei o surrealismo quando vomitei na cara da realidade uma história aleijada que ela me obrigou a engolir. Eram umas contradições mal concebidas, tinham cores ocres e brigaram com todas as coisas boas que eu poderia sentir em cor-de-rosa, todas as coisas ruins que conseguia pensar em azul-marinho e as demais insensatezes que bailavam multicoloridas no meu estômago.
A realidade ficou com a cara parecendo uma tela de miró e eu a pendurei no quarto onde as freiras dormiam, ao lado de uma pintura da cara de uma mulher feia.
Senti vontade de dizer que não era a cara dela no enfoque da pintura, que eram os pratos. E como isso era imperfeito. Mas não. A pintura que descubra sozinha.
E é isso que acontece com quem tira meus contos de fadas do lugar. Humpf!