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Meu primeiro encontro com Arildo

Em 1970, eu e a Elza fazíamos a 8ª série na Centro de Ensino nº 27 de Taguatinga, na QNF 19 AE. A turma precisava arrecadar fundos para a formatura no final do ano. Assim, organizamos uma festa junina. Ela aconteceu no sábado, dia 27, numa quadra de esportes do CTN, atual CEM Taguatinga Norte, na QNC AE 1, 2 e 3, já na fronteira com a QNF.
Ao lado do CTN, havia um posto de atendimento do antigo SANDU. Daí, a Av. Industrial ser conhecida como Av. Sandu.
Parte do cercado era com bambus e bananeiras e o restante com barracas de bebidas e de comidas típicas. Essas barracas tinham um lado voltado para a região fechada e outro para fora, caso alguém não quizesse pagar ingresso para entrar. Foram dispostas muitas mesas e cadeiras para acomodar o grande público presente. Havia música ao vivo, com a banda Raulino e Seus Big Boys tocando sucessos dos anos sessenta, muitos dos quais ainda se ouve por aí.
Como era raro uma grande festa, preparada nos mínimos detalhes como aquela, eu e minhas irmãs a esperávamos ansiosas. Se bem que nós – futuras formandas – tivemos que trabalhar em alguma etapa da organização: na preparação, nas barracas ou servindo as mesas.
Eu fiz o papel de garçonete. Não foi muito fácil, pois tinha trabalhado no comércio durante todo o dia.
A festa rolava legal, até que, lá pela meia-noite, vi que havia um rapaz sozinho numa mesa. Fui atendê-lo.
Quando perguntei se ele queria alguma coisa, sua resposta foi cheia de insinuação.
Acabou por pedir um guaraná, mais compatível com sua aparência tímida.
Pensei que tivesse ficado nisso. Mas, para minha surpresa, alguns minutos depois ele estava em frente a mesa que eu dividia com a Elza, Conceição e Gerça.
Então me convidou para dançar. Recusei. Não para fazer doce. Estava mesmo cansada.
Minha irmã Ceiça sugeriu que eu aceitasse. Disse não outra vez.
Ele educadamente falou que compreendia. Porém, quando estava se afastando, a Ceiça pediu-lhe para esperar e me informou ser aquele o rapaz que trabalhava na feira do Mercado Norte e passava em frente à nossa casa aos domingos. Para dizer a verdade não me lembrava de tê-lo visto alguma vez.
Mas, ela tanto insistiu que acabei cedendo meio a contragosto.
Dançamos lentamente. Falou seu nome: Arildo. Custou a aprender o meu. A conversa acabou ficando animada e quando me liguei a música tinha acabado: era fim da festa.
Ele saiu junto conosco e fizemos a pé o trajeto de pouco mais de um quilômetro para nossa casa.
Eu e Arildo andávamos alguns metros atrás de minhas irmãs.
No caminho disse-lhe que naquele domingo, pela manhã, eu ia ao CTN fazer uma tarefa escolar com um grupo de colegas de classe. Arildo perguntou se poderia aparecer por lá, já que não mais trabalhava na feira com seu irmão (Ademilson). Concordei e marcamos o horário.
A tal tarefa escolar era conversa fiada.
No outro dia, fiquei esperando, sentada num banco da escola que naquele tempo ficava aberta.
Achei que não viesse. Mas, após alguma demora, ele apareceu sorridente.
Contamos, um ao outro, muitos detalhes de nossas vidas e descobrimos ter coisas em comum.
Fomos juntos pela Sandu. Andamos lentamente até minha casa.
No meio do caminho, Arildo finalmente pegou minha mão. E, já perto de minha casa, nos beijamos pela primeira vez. Naquele domingo, 28 de junho de 1970, começamos a namorar ...
No mesmo dia tomei uma importante decisão: escrevi uma carta para aquele rapaz que fui encontrar em Goiânia, quando fiz uma viagem com a Gerça – ver neste fotolog: ‘‘Família Velozo muda para Brasília’’. Devolvi alguns presentes e acabei com o noivado definitivamente.
Assim, eu e Arildo começamos nossa história
Nesta fotografia, tirada em julho de 1970, Arildo aparece próximo às Cataratas de Iguaçu. Fotógrafo: seu amigo Manoel (Francisco de Sousa). Alguns dias após nos conhecermos, fizeram uma viagem ao Paraná.
Mas, como sabem, ele retornou, junto com aquela japona que estava usando e que também participou de inesquecíveis momentos nossos.
Eurípia




On December 17 2008 61 Views



Avatar aleksvp

Aleksvp On 02/02/2009

Mostrei uma foto para a Fernanda, e ela amou a história de vocês. Tenho que concordar, que é realmente incrível olhar para trás e pensar que a soma de pequenas coisas, de detalhes, levam a coisas tão definitivas, que mudam nossas vidas.

Você foram e sempre serão minha inspiração para o amor.





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