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Cada um tem os seus herois e as suas "cabeças-de-turco". E a vida continua. Hoje homenageio o Maestro santantonense Jacinto Estrela com uma foto gentilmente cedida pelo meu amigo Djessa Silva (Leuven).




On October 09 2007 13 Views



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Valdemarpereira On 10/10/2007

Annie,
O Sr. Estrela era o pai do Tiago (na Praia), do Bernardo (desconheço), do Celso (na Ilha do Sal com a sua encantadora esposa, minha prima Zilda Pereira Barbosa) e do Antonio (em Lisboa). Antes viveram durante muito tempo na Rua Senador Vera Cruz em S.Vicente onde os conheci.
Parece-me que so o Celso é mùsico e fez parte do conjunto convidado pelo então Ministro do Ultramar Adriano Moreira a visitar Portugal., onde figuravam, além do Celso, Titina, Mité Costa, Arlinda Santos, Djosinha Duarte, Agostinho Fortes, Sr. Luis Rendall e um bom violista do Sal, Tazinho, parece-me, de seu nome. Uma equipa fantàstica cuja foto se pode ver no blog do nosso amigo Djack de Captania.
Como é sabido, Titina, Arlinda e Djosinha são hoje mundialmente conhecidos mas estou certo que a Mité não seguiu os mesmos passos por ter optado voluntàriamente por outra vida. Em todo o caso, capacidade tinha como as outras. Salvé a todos, nomeadamente meus amigos Djosinha e Titina que foiram lançados nos Teatros do Castilho.


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Joman1 On 10/10/2007

Val

Desde aquele escrito já recebi mais informações:
Jacinto Estrela, nasceu a 09 de Setembro de 1883, nat. da vila da Povoação, freg. de Nossa Senhora do Rosário, conc. da Ribeira Grande, I. de S.to Antão, fal. a 25 de Agosto de 1956, na vila natal. Proprietário e funcionário público, era secretário da Administração do concelho da Ribeira Grande, concelho de que foi nomeado administrador em 03/06/30. Era compositor sendo o autor das músicas das mornas “Sina de Cabo Verde” e “Mudjer Bonita” com letras de Gabriel Mariano e “Ponta do Sol” com letra de António Caldeira Marques, etc. Também foi fotógrafo e colaborou no jornal O Futuro de Cabo Verde enviando fotografias de S.to Antão (tiradas entre 1913 e 14). Residia na Penha de França, vila da Povoação.
A sua veia musical passou aos seus descendentes um do seus netos é Manuel de Jesus Lopes, mais conhecido por Manel d’Novas, autor de centena e meia de canções entre as quais o Avenida Marginal do Djack.

Joman


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Anniemorais On 09/10/2007

Eu nao conhecia este maestro, c/ estes fotologs ando aprendendo muito mais sobre nossa terra querida. Ele eh da mesma familia Estrela q/ morava em S. Vicente?


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Valdemarpereira On 09/10/2007

Amélia,
A mulher é sempre bela. Seja ela mãe, irmã, filha, amiga ou simplesmente... mulher. Excepto quando decide que não quer sê-la. Ahi nada hà a fazer.
Se ouvisse essa mùsica cantada pela Mité Costa podia avaliar o que o autor deixou subentendido. Nessa altura o Gabriel namorava a que viria a ser sua esposa a quem dedicara pouco antes uma canção que dizia "Tu és a estrela d'alva ambicionada/ Que as mãos dos anjos esculpiu/ No céu azul da madrugada". Uma beleza.
Com quinze anos isto me fez adquirir muitos amigo(a)s que guardo ainda no meu coração.


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40_amelia On 09/10/2007

Já sei, um homem deve tratar uma mulher bonita. " Bejàl na odje , bejàl na peite, bejàl na bòca màs com ruspeite."

Mas se a mulher for feia?
"bejal na odje, bejal na peite, bejal na boca mas SEM RUSPEITE.

Mulheres bonitas, se cuidem, e as feias mais cuidado ainda.

Há muito não ouvia falar nesta morna que é bem linda.

Mantenhas Amelia


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Fer1940 On 09/10/2007

Lembro-me de todas as duas mornas, Duas mornas muito lindas. Uma é triste pelo povo de Cabo Verde. A outra é de amor, como um homem deve tratar uma mulher bonita. " Bejàl na odje , bejàl na peite, bejàl na bòca màs com ruspeite." Ciao Fernando


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40_amelia On 09/10/2007

Valdemar acho uma ideia gloriosa trazer as fotografias dos grandes homens da nossa terra. Bonita homenagem. Espero mais e mais.
Quanto á morna é a minha preferida, mas não sabia a letra toda.
Vou fazer um print para poder canta-la.
Adoro o verso onde está
"Cretcheu na peito morna na boca"

Muito gostava de dançar esta morna, que lembranças que saudades.

Mantenhas Amelia


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Nitusk On 09/10/2007

Val, parabéns pela foto do Sr. Jacinto Estrela, pela morna linda que tita faze'm tchorá. Na verdade, a n/terra tem um Sol mais quente, um luar mais brando e amor doce na coraçom.
Mantenhas,
Nita


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Valdemarpereira On 09/10/2007

Sina de Cabo Verde

Letra: Gabriel Mariano
Mùsica: Jacinto Estrela

Ess quê nha terra, ê Cabo Verde
Nhor Deus botal na meie di mar
Navio di pedra ta buscà rumo
Sem podê otchal na sê lugar

Oh mar azul abri-m caminho
Falucho branco traze-m nha carta
Povo sagrado tchorà quitinho
Cretcheu na peito morna na boca

Côro

Si ca tem tchuva morrê di sêde
Si tchuva bem morrê fogode
Gente sem sorte ca tem ramede
Tchorà bo sina tchorà magoade

Ess quê nha terra ê Cabo Verde
Terra di morna e lua cheia
Terra d'Eugénio e serenata
Di luar ta cantà junto d'areia

Ess quê nha terra Nhor Deus qui da-m
Ca tem màs sabe na munde intero
Di sol màs qunte di luar màs brando
Di amor màs doce na coraçom


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Valdemarpereira On 09/10/2007

Dele diz o João Manuel Oliveira: "Séc. XIX-XX.Natural de Santo Antão. Funcionàrio Administrativo do Concelho da Ribeira Grande, foi nomeado administrador do mesmo concelho em 03/06/30. Compositor de mornas e fotografo. Colaborou com "O Futuro de Cabo Verde" enviando fotografias de Cabo Verde.
Para mim, por volta dos meus 14 anos, o Sr. Estrela era simplesmente o pai de quatro rapazes meus contemporâneos no Gil Eanes, nomeadamente o Bernardo, defesa da 2a. da Micà que ganhava a 1a. categoria. Até o dia em que o Gabriel Mariano me veio buscar à porta do meu trabalho para irmos ouvir duas mornas escritas por ele e musicalizados por este senhor. Ali, com o seu banbolim e o seu metroonomo, ouvimos os primeiros acordes de "Sina de Cabo Verde" e de "Mudjer Bonita" que iam servir na estreia do primeiro teatro do Castilho, onde também se cantou pela primeira vez "Soncente um tempe era sabe".




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