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Quem é quem
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Quem é quem

11/7/09
Homem que conheci de pequenino
como generoso, trabalhador e fino.
Por doença sùbita cedo nos deixou
Ainda lembramos sua obra que ficou.

Guestbook Comments (20)

Muitos e muitos mencionam o seu nome. Alguns não o conheceram mas sabem que deixou uma OBRA da qual por muitos anos ainda se vai falar.
Da sua iniciativa que perdurou graças aos seus descendentes, muitos aproveitaram para apender coisas que de outra maneira nunca conseguiriam.
Ainda pergunto porque não foi imortalizado na toponimia vicentina. Por mim, isso não se deve à ingnorância mas simplesmente à incoerência.
Vamos ao quem é quem.
V/

:)

naõ sei..

:(

Tenho pena Valdemar mas não chego lá. Mais umas dicas.

Bonito o Senhor, com a cara um pouco zangada, mas com uma figura imponente.

Estou curiosa por saber quem é o ilustre de hoje.

Já cá volto, mantenhas Amelia

Graças a este senhor os mudos passaram a falar e deixaram de ser apenas vistos para serem também ouvidos.

(Não tirei isto da Bíblia e mais não digo).

Joman

Amélia, Amélia !!!
Uma vergonha. Vai apanhar de pessoa que lhe é muito chegada e "nha boca ca satà là".

Pai de quatro garbosos rapazes (meus amigos) que muito fizeram pela cultura. Avô de uma bela geração que se distingue pela educação e pelo respeito pelos mais velhos, a ponto de tratar um amigo de "bocê".
V/

Creio que já lá cheguei, senhor César Marques.
Familia do meu marido, avó da minha querida prima Belinha.

Mereço um castigo, e estou pronta para recebe-lo.
Venha ele, mas por favor não me tirem os doces de mancarra que se vendia á porta do cinema Eden Park.

Mantenhas neste sábdo que está bonito e com sol, Amelia

Grande Valdemar

Obrigado pelo carinho......

Aquele sabadão pra vc, meu amigo

abraços

Cumpede Valdemar,não devo ter conhecido o Senhor Cesar mas conheci muito bem os filhos e alguns netos.
Uma bonita e fina figura de homem daquele tempo!Pessoas de respeito e respeitadoras.
Onde é que foste desencantar esse baú com fotos de pessoas ilustres da nossa terra?Um belo tesouro!
Mantenhas e um braça
Haydee

Caro Val, hoje deixou-me emocionada. Olhe que a idade "não perdoia", sima Nha Fidjinha , amdjer de ti Djack , guarda de cinema , tava dze conde el tava da orde na falá português.

Conheço muito bem o alcance da grande obra deste meu avô paterno, não contado pelo meu pai , mas sim pela minha mãe que nos ensinou a admirar as pessoas sérias, honestas e de grande coração em relação ao próximo.

Morreu cedo, em Lisboa, por isso não o conheci. Sei que tinha os olhos muito azuis. Foi um homem muito empreendedor e deixou uma obra que fala por ele.

Mas, ó Val um tem ratrote mas bnite dele li na casa.

Minha prima Amélia, ele era primo direito da avó do seu marido. As mães eram irmãs, lembra-se?


Muito obrigada Val. Irei alertar a família para este sua página.

Abraços, belinha

Um presente para a Belinha.

César Marques da Silva, filho do 1º casamento de João Marques Lopes, nasc. séc. XIX, nat. da Vila Ribeira Brava, I. de S. Nicolau, fal. em 14 de Julho de 1947 em Lisboa, para onde seguira em tratamento. Viveu sempre no Mindelo, I. de S. Vicente, onde foi funcionário do Western Telegraph (Telegráfo Inglês). Era proprietário e presidente do Club Mindelo. Comprou a propriedade da família Morbey chamada de Morbé que transformou na sua residência de férias. O seu nome ficou ligado à história do cinema em Cabo Verde. Trabalhou imenso para dotar o público do Mindelo de um cinema e teatro modernos tendo inaugurado em 1922 o Cinema Edén Park, e foi ele que ao modernizar o seu cinema introduziu em 1936 o sonoro em Cabo Verde, sendo escolhido para estrear o novo equipamento o fime português “A Severa”.
[Perceberam agora aquilo dos mudos passarem a falar e não apenas ser vistos? Pois eram os actores dos filmes mudos que, para além de serem vistos passavam a ser ouvidos]
O edifício, com a fachada virada para a Praça Nova, foi sofrendo transformações ao longo das décadas e mistura elementos clássicos e arábicos, possui no seu interior duas galerias, com escadarias que ligam dois pisos que formam a geral e o balcão, com um grandioso palco para o teatro, tem um total de 406 lugares sentados, o que era bastante para uma cidade que ainda não ultrapassava os vinte mil habitantes.

Joman

Cont.

[E relembro aqui um conhecido semi-invisivel qu evive em Paris]

A importância deste cinema no panorama cabo-verdiano foi realçada deste modo pelo sociólogo cabo-verdiano residente em França Luís Silva: “De todas as ilhas acorriam pessoas para assistir aos vários espectáculos organizados no Edén Park, de cuja actividade cultural não se limitava ao cinema: o teatro, o boxe, conferências, tudo o que era cultura recebia o Edén Park sempre com a preocupação de servir Cabo Verde. Mais do que qualquer outra escola, teve sempre preocupação de servir as classes sociais mais modestas, levando-lhes a instrução e a cultura popular. O Edén Park, graças a passagem de grandes filmes, trouxe aos cabo-verdianos os exemplos da dignidade e da solidariedade humana e ainda a consciência da liberdade. Mais ainda: também desenvolveu o nosso sentido de revolta contra as traições, o racismo, as injustiças humanas, a esperança dum mundo melhor onde a justiça estaria acima de todos e que seríamos capazes de criar uma élite que fosse o exemplo de dignidade e patriotismo para o nosso povo.”
Foi nele que o jovem Baltasar Lopes da Silva deu em 1930 a sua primeira conferência ao público mindelense. Nele realizavam-se todos os anos monumentais bailes de Carnaval (a canção Intentaçon de Carnaval fixou para a posteridade esta faceta).

cont.

Foi nele que actuaram circos de passagem pelo Mindelo, que realizou-se em 1973 a eleição de Miss Cabo Verde [nesta até concorreu uma irmã de uma das nossas fotologistas que ganhou o prémio de miss fotogénica ou simpatia] e em 1974 o primeiro grande encontro político após o 25 de Abril em que defrontaram-se pela primeira vez os partidários do PAIGC e os seus adversários cabo-verdianos. Infelizmente, apesar dos esforços de Maria Luísa Alves Barbosa, viúva de Djosa Marques, o edifício não passou da terceira geração na família Marques. Foi vendido a um privado em 2006.

[Páro aqui. Belinha agora vê se desencantas a data de nascimento do Homem. Dizer nasceu no século XIX é muito vago].

Joman

Ler tudo o que ja se falou sobre nho César Marques, comoveu-me. Uma lição preciosa para guardar-mos com carinho, por que, esse senhor bem merece.O meu pai foi pupilo do Sr. César Marques da Silva e em nossa casa, segundo a minha mãe, o seu nome era muito respeitado.
Val, que bom teres colocado esta foto.
Mantenhas,
Nita

Era um homem de grande coração, sempre pronto a ajudar todos quer fossem da família ou não. O meu pai também herdou esta maneira de estar na vida.


Sr Professor Jon Manel, a aluna fez o recado direitinho. O meu avô César nasceu no dia 5 de Outubro de 1894 e faleceu em 1947, em Lisboa, com 53 anos, muito novo como podem ver. Os seus restos mortais jazem num gavetão no Cemitério dos Prazeres em Lisboa.
Tenho uma cópia de um jornal protuguês da época que noticiou a sua morte.

Era irmão do lado do pai do meu tio Alfredo Dias Marques da Silva cuja esposa, (tia Lilica) Maria Aline de Meneses Marques , faleceu no passadi dia 11 de Outubro com 92 anos.


Abraços, belinha

Querido Amigo,
lindo o que vc deixou na minha página
Lhe quero muito bem por isso, e que bom termos boas coisas em comum, em nossas terras
Grande abraço, com carinho
nina

Oh tonte riola !!!

Nhô Césa era casado com D. Francisca Marques da Silva com quem teve 4 filhos:
- Luis Filipe Marques da Silva (cc Armandina Brigham Gomes M.S.)
- José Lopes Marques da Silva (cc Maria Luiza Barbosa M.S.)
- Antonio Marques da Silva (cc Arlete Medina M.S.)
- Manuel Marques da Silva (cc Simy Benoliel de Carvalho Wahnon M.S. e depois cc Noémia Fernandes da Graça Lima)

O netos são muitos e, entre eles a nossa Belinha Marques da Silva)

Acabei de abrir a página e vi logo os traços de Lulu Marques e do pai da nossa Belinha, no ilustre de hoje. E logo que li a quadra do Valdemar a dizer que o conheceu de pequenino veio o nome César Marques, conhecido por todos nós pela grande obra que nos alegou e pelo homem com H grande que foi.
O meu pai fala com muita admiração e respeito do nosso ilustre César Marques, além da grande amizade com os filhos Lulu e Djosa.
Uma homenagem mais que merecida, Valdemar.
Um grande abraço.
Edith

Jon Manel, creio que te referiste à minha irmã Angela que foi Miss Cabo Verde 1973.

CINE-TEATRO EDEN PARK
Falar deste senhor implica automàticamente referência ao Cine-Teatro Eden Park, hoje um mero prédio... anonimo. Um prédio que parece um menino sentado à beira da Praça Nova, chorando a sua mà sorte.
E a população mindelense sem uma ùnica Sala de Espectàculos digna desse nome porque as autoridades nada fizeram para salvaguardar um patrimonio, coisa que jà existia com um nome feito e que seria - noutro lugar - considerado de "utilidade pùblica" pelo quanto fez, não so para a Ilha do Porto Grande como, para Cabo Verde, para a Repùblica de Cabo Verde.
Estou certo que os herdeiros sofreram antes de seremobrigados a verder a herança que jà não podiam aguentar. Eles não viviam dos lucros mas também não podiam estar pagando despesas e despesas sem nenhuma esperança de dias melhores. Foram ultrapassados pela facilidade de "cinema em casa" que se passou a ter com as cassetes e a televisão. Mas também não se lembraram que -na passividade -nunca mais teriam a hipoteses de ver bons espectàculos diferentes do cinema, tais como teatro, concertos, box e mesmo conferências.
Pelo que me concerne, e mesmo por razões pessoais, nunca perdoarei aos que não se mobilizaram para dotar a Ilha de S. Vicente da Sala que podia continuar a ser de e para todos a Sala de Espectàculos.

TAMBEM
Impossivel dissociar do Eden Park duas pessoas que tanto fizeram para continuar a Obra nascida em 1922:
1. - Sr. ALFREDO DIAS MARQUES, socio e irmão do homenageado, pessoa para com quem tenho algo de especial.
O sr. Alfredo, depois de ter visto o primeiro sarau do Castilho (que eu animei) propôs-nos a sua sala, garantindo "a casa vai encher". Isto daria o começo de uma longa jornada que não pode ser resumida mas que poderà ser lida n "O teatro é uma Paixão - A Vida é uma Emoção".
2. - Da. MARIA LUISA BARBOSA MARQUES DA SILVA, dignissima Esposa do meu Amigo Djosa (José Marques da Silva), a quem coube - infelizmente - fechar a casa.
Embora aqui figure so' os que nos deixaram, desta Ilustre Senhora terei imenso gosto em falar oportunamente.
De qualquer forma vai um
OBRIGADO, Dona LUISA !
Valdemar

AMIGOS
A todos muito OBRIGADO por terem vindo aqui directa ou indirectamente.
Um ilustre invisivel pediu-me espaço para aqui dizer o que de Bem pensa do homenageado, disponibilizei um lugar mas, infelizmente, não pôde entrar porque é... invisivel.
Ora bem,
Assim, sou eu a AGRADECER sinceramente a colaboração de todos.
A Belinha ficou feliz de ter aqui a foto do avô, o Joman apresentou a biografia e trouxe a eleição da bela tia da Edith e a Amelia descobriu o avô da filha da prima.
E eu fiquei feliz por homenagear o sr. César Marques da Silva e, por ricochete, o irmão sr. Alfredo Dias Marques e, parcialmente, a sua nora D. Maria Luiza Barbosa Marques da Silva.
Bem hajam todos.
Inté, gente !!!

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