9/15/07
Todo esse meu fanatismo começou há 16 anos atrás, sério mesmo. Toda minha família gostava/gosta muito de Chiclete e os mais viciados foram a 'nova geração'. Meus primos e irmãos. Minha irmã sempre me botava pra dormir ao som de Chiclete e como era de se esperar (era?), a primeira música que eu aprendi a cantar, não toda, mas foi a primeira, foi uma música deles. E o nome dela é Savassi. Uma música muito antiga, mas bem legal. Hoje em dia eu não gosto tanto dela assim, mas enfim... Toda pessoa na sua fase 'infantil' é fã de muitas bandas, cantores e etc, e eu como uma criança 'normal' também. Fui fã de Xuxa, É O Tchan, Mamonas Assassinas, Sandy e Junior e 'por fim', Chiclete Com Banana... Eu sei que não sou a mais fã que existe deles, mas também não sou 'qualquer uma'. É verdade que nunca fui atrás do trio deles, nunca dei uma volta no Rex, nem tive a emoção de está perto de Bell quando a porta do Rex se abre de um lado e ele fica o mais próximo possível de toda a galera. Mas já fiquei cara a cara com ele no aeroporto aqui de Recife no ano de 2000. Uma das cenas mais cômicas da minha vida, por sinal. Estava lá prestes a embarcar pra São Paulo com minha família, quando eu viro e avisto Bell. Ele 'passeava' normalmente pelo aeroporto e eu fiquei que nem uma doida procurando uma caneta e um papel, mas não encontrei. Eu estava tão abestalhada de vê-lo que nem dar um abraço nele eu fui. Deixei ele ir andando rindo, com a bandana na cabeça e com duas meninas correndo atrás deles pra pegar autógrafo. Acho que, fora essa vez, só teve outra vez que eu vi ele de muito perto. Quando eu fui pra arquibancada do Shopping Recife no Recifolia que teve em janeiro de 2001 (se não me engano). Levei uma câmera com um filme de 36 poses, tirei 27 fotos de Bell e nenhuma prestou realmente, já as de Durval... Enfim, durante 'toda minha vida', já fui pra 11 shows de chiclete e não deixei de me emocionar em nenhum. O primeiro, claro, foi muito sensacional, né? Ver seu ídolo pela primeira vez é de matar qualquer um. Quase pulo do camarote do 'antigo' Classic Hall. E aí muitos shows passaram e desde o primeiro show que eu fui deles, que eu não perdi nenhum aqui em Recife (fora os Olindas Beer's, que é uma bagaceira). Um dos shows mais emocionantes, foi o do Recife Indoor do ano passado, que eu puxei o 'chi-cle-te' e eles voltaram pra tocar a música que eu tava esperando (Voa Voa). Fiquei realmente enlouquecida e a partir daí, acho (se for possível) que meu amor aumentou mais. Eu, sinceramente, odeio muito essas modinhas de Chiclete. Odeio quem diz 'É a melhor banda', 'É a minha banda preferida', mas num tem nem um pouco de história com essa banda. Claro que eu quero que todo mundo ame Chiclete, até porque faz bem pra vida. Mas sério mesmo? Não queira competir comigo e nem dizer que ama mais não. Isso me deixa muito estressada e faz você ser um grande inimigo pra mim. Odeio modinhas... É incrível a sensação que esses 6 caras conseguem me passar. Uma sensação de felicidade constante, alegria que não acaba mais, um euforismo, uma coisa que é inexplicável realmente, e que eu juro, não quero deixar de sentir isso nunca. Porque isso faz bem, sabe. Isso faz qualquer problema sumir, qualquer coisa triste desaparecer da mente. É muito boa toda aquela contagem regressiva, todo aquele preparo. A blusa personalizada, o colar de chicleteira, a faixinha, a bandana na mão, chegar cedo pra pegar um bom lugar, aguentar chuva ou sol, ficar em cima da grade... tudo véi, tudo. E aí eles entram no palco com o solo da guitarra (que muitos não aguentam mais eu imitando) ou cantando qualquer outra música que esteja marcando época. Aí a mão gela, o sorriso abre, os braços ficam levantados e ninguém pára de cantar. Se você for comparar a quantidade de pessoas que tem em um show de Chiclete, com a dos outros shows do Recife Indoor, por exemplo, você percebe o quanto esses caras fazem as pessoas felizes. É engraçado depois de um show deles, eu volto pra casa e mainha pergunta "Como foi o show? Precisa nem responder, já sei que foi lindo, perfeito, tu pulou, gritou, ficou na grade, foi esmagada..." E eu saio rindo e pensando "Enquanto muitas mães, ás vezes, nem deixam seus filhos (as) irem pra shows, tampouco deixam ficar na grade sendo esmagados, mainha acha engraçado e fica feliz por eu tá feliz. Obrigada Deus, por eu ter uma mãe que me entende!" Muitos podem dizer que eu sou louca, que 'não gosto de música boa', mas pra mim, 'música boa' é aquela que faz você se sentir bem e não aquelas clichês. Só porque Chiclete 'não tem letra, não é música boa'. Claro, vocês só pararam pra escutar a música "Quero Chiclete" e realmente, ela não tem uma letra linda, não fala de amor platônico, mas fala de amor, de amor pelo Chiclete Com Banana. Mas isso só pode ser sentido e entendido pelos chicleteiros mesmo, né? Fazer o quê?
... Cada um com suas opiniões. Eu respeito cada tipo de música e cada gosto de qualquer pessoa. Então, respeite o meu também, ferinha. E o intuito desse texto não foi só de passar a mensagem 'respeite o meu gosto' não. Foi de botar pra fora todo euforismo que eu tô aqui dentro de mim, porque amanhã eu vou ver esses 6 carinhas aí e nada, nem ninguém é capaz de estragar essa felicidade que eu só tenho umas duas vezes por ano. Obrigada de coração por vocês existirem: Bell, Waltinho, Waldinho, Lelo, Deny e Rey. Sem vocês eu não seria a mesma Jessica Brayner não!