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Existe um Mar Para Cada Ano de Azar

A nossa percepção de certo e errado é muito relativa. Para o canário, por exemplo, o gato é um monstro. E para muita gente que está sentada na margem do lado de lá do rio, o gato preto sou eu, a desgraçar a vida de quem eu cruzei o caminho. Para um rato, o morcego que vem caçá-lo é um anjo. Os poucos que conseguiram enxergar as duas margens do rio entenderam que o anjo na verdade não passa de um rato com asas, que até voa, mas é tão asqueroso quanto qualquer outro de sua espécie.

Não foi uma decisão fácil, mas içar as velas e partir desse cais – que apesar de se mostrar farto para tantos, para mim não passava mais de migalhas – foi a decisão menos prazerosa dessa viagem, no entanto, assim como a maioria das decisões corretas que nós tomamos, foi a mais sensata. Se o capitão afunda com seu navio, devo eu abraçar a mim mesmo e proteger o pior cartografo que eu já deixei subir ao meu convés: eu próprio.

Borboletas morrem se sua temperatura interna baixar de vinte e oito graus célsius, portanto, por mais incomodo que seja o frio no estomago, ele se faz necessário, talvez por isso tenha sido tão sucinto quando sem medo, me atirei de arranha céus e desviei de fios, de postes e dessa gente curiosa e maldosa que só olha pro céu para pedir ajuda e para baixo quando se sente superior para julgar.

(continua nos comentários)




On February 21 2017 at Diadema, Brazil 101 Views



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Teoria_de_viver On 21/02/2017

O problema disso tudo, no final das contas, não foi ter caído, mas sim o fato de ter batido de quina quando depois da queda, o chão encontrei. Percebi que sou forte por fora, mas que por dentro, sou uma camada bem fina de vidro que reflete o que está em minha frente. Sou prata, sódio e água. O passo mais importante para seguir em frente é saber primeiro o que se pode deixar para trás. E sei que sou espelho quebrado, que quando não mais servi ao meu propósito fui trocado por um novo, que serventia nenhuma também pode oferecer por não se passar de uma moldura vazia a refletir a feiura de uma alma que um rosto bonito pode disfarçar. Fui estilete sem cabo e não me doeu nenhum pouco ser quem eu sou, então ao destino – que hoje é passado – só tenho que dizer obrigado por tudo.
E mais uma vez: Se a história não tem fim, VIDA QUE SEGUE!

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