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NOVELA DANCING DAYS!

Após 11 anos na prisão, Júlia Matos (Sônia Braga) é libertada e tem como maior missão a reconquista do amor de sua filha, a adolescente Marisa (Glória Pires). Em seu caminho aparece a colunável Yolanda Pratini (Joana Fomm), sua irmã que sempre cuidou da sobrinha sem deixar que nada faltasse para a garota. Júlia começa sua reerguida quando inicia um relacionamento com o diplomata Cacá (Antônio Fagundes).


Essa era a sinopse de "A Prisioneira", trama de Gilberto Braga que acabou sendo intitulada de "Dancin' Days". E de "Dancin' Days" todo mundo lembra (ou pelo menos todo mundo com mais de 30 anos!). O fato é que é quase impossível falar em teledramaturgia brasileira sem falar em "Dancin' Days". A novela de Gilberto Braga foi a grande onda da TV do Brasil no final da década de 70. Uma inovação total. Sucesso estrondoso.

A inovação não se deu apenas no campo da dramaturgia. Com "Dancin' Days", além da trama central, Gilberto Braga abordou sub-tramas de maneira informal e ao mesmo tempo instigante, que prendiam a atenção do público. Braga conseguiu desenvolver um excelente painel da classe média que habitava o bairro de Copacabana dos anos 70. Na época, o autor, com apenas 33 anos (então um novato no ramo) se tornou célebre graças ao sucesso de sua trama.

"Dancin’ Days" não só foi a primeira novela de Braga em horário nobre como também foi a primeira vez que ele enfrentou a máquina da TV sem um parceiro ou a ajuda de um romance consagrado (como havia feito antes nas adaptações de "Senhora" e "A Escrava Isaura").

Todo mundo está cansado de saber da força e do poder que a telenovela brasileira tem sobre o povo, mas ainda assim, muitos insistem em subestimá-la ou considerá-la "lixo", o que é uma grande injustiça - além de hipocrisia - pois todos assistem (ou pelo menos já assistiram) a alguma novela. Sobre esse preconceito em relação à telenovela, Gilberto Braga comenta: "Acho que são coisas próprias de intelectuais pretenciosos. Não valorizar a arte popular é uma das brutalidades mais graves. Os verdadeiros intelectuais sim, valorizam-na".

Para quem (ainda) acha que só brasileiro gosta de novela, basta dar um giro por outros países para descobrir que nossos personagens e nossas histórias são idolatrados lá fora, onde também são exibidas. E quem é que não sabe que nossas novelas são exportadas para dezenas de países ao redor do mundo, com grande êxito? É um dos nossos melhores produtos, ora. (Só para dar um exemplo que vem bem a calhar aqui, a Crítica italiana concedeu o prêmio Asa de Ouro do Sucesso à "Dancin' Days". Como se vê, não é de hoje que as nossas novelas fazem sucesso ao redor do mundo).

Mas o que importa aqui é "Dancin' Days", a novela, que como disse sua protagonista Sônia Braga, "foi tudo aquilo que a televisão poderia ter sido, mas que não foi". Uma história sem grandes mistérios, porém interessante, que prendia a atenção do país inteiro. A trama central - a readaptação da ex-presidiária Júlia à sociedade e seu reencontro com a filha após 11 anos - era costurada com situações do dia-a-dia dos outros personagens, que representavam um povo brasileiro de maneira menos fantasiosa e mais "pé-no-chão" (tudo fartamente salpicado com a moda das discotecas): pessoas que se desdobravam para aumentar a renda familiar, jovens que lutavam para sobreviver desde cedo, casamentos sem perspectiva, mulheres que tentavam defender seu espaço e se destacar na sociedade, relacionamentos imaturos da adolescência, dilemas sobre o divórcio, enfim, um retrato da classe média brasileira. Isso foi um dos pontos a favor.

"Foi uma batalha escrever "Dancin' Days", revela Gilberto Braga, "desde a aceitação do convite do Daniel Filho, até rigorosamente a última página do último capítulo. Tensão, angústia, inseguranças, mas sempre uma vontade muito grande de acertar. A primeira dificuldade era entrar no lugar de "O Astro" [de Janete Clair], até então a novela de maior audiência de toda a história da televisão brasileira. De certo modo, fui preparado pela própria direção da emissora para me acostumar à idéia de que o mais provável era não fazer um grande sucesso. Não me cobravam isso. Ao nível do consciente, eu também não cobrava de mim o enorme sucesso popular. Inconscientemente, no entanto, agora eu me dou conta que comecei já o primeiro capítulo com uma tremenda gana de dar o melhor de mim. E acho que consegui fazê-lo, pelo menos até uma certa parte da novela. A repercussão foi muito maior do que qualquer um de nós esperava. A novela emplacou logo nos primeiros dias."

Gilberto Braga injetou esperança em sua trama, numa época em que todos ainda estavam vivendo os resquícios do "milagre brasileiro". Ele acredita que para fazer sucesso, uma trama tem que ter esperança. É o elemento que faz com que o público se identifique. "Aprendi que em TV jamais se deve apresentar uma história demasiado sombria e cruel", diz ele. Além desses fatores incontestáveis, há, obviamente, o talento do autor: "É como contar uma hist




On June 10 2008 640 Views




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  • quartinhodebebe

    Quartinhodebebe

    Grupo para mostrarmos o quartinho dos nossos bebes q fazemos com tanto carinho e ficam tao lindos !!!=]




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