love life, live for her!
10/1/08
A beleza de uma mulher não se encontra em apenas uma característica gritante, mas sim na beleza individual de cada pequeno detalhe.
Quando vistos de perto, esse detalhes são como anestésicos, nos deixando entorpecidos pelo efeito natural de sua beleza.
Então, uma vez entorpecidos com a proximidade de cada pequeno detalhe, nos afastamos para tentar respirar, achando que isso fará o efeito passar.
Vendo o conjunto todo, não vemos esses pequenos detalhes entorpecentes, vemos uma droga mais poderosa, da qual não temos tolerância e logo nos vemos viciados.
Uma vez viciado, não se sente mais o torpor dos pequenos detalhes e muito menos o poderoso efeito da droga.
Tudo se torna um ato mecânico, que se resume a venerar a bela figura e ter todas suas ações voltadas para a manutenção dessa fonte de prazer.
O prazer passa a ser o simples fato de manter-se próximo o bastante para evitar que os sinais de abstinência se manifestem.
Algumas poucas vezes, é possivel se afastar, inexplicavelmente. Logo percebemos que a droga e seu efeito entorpecente são a realidade mais pura.
A sobriedade corróe os sentimentos, e vê-se que a adaptação e aceitação da realidade dentro da droga é necessária.
Os que não voltam a aproximar-se da mulher para admirar seus detalhes e suas belezas, fica perdidos à deriva na escuridão de um oceano infindável, de onde não existe caminho de volta.
Somos obrigados a permanecer dentro dessa órbita de beleza e confortavelmente entorpecidos, para vivermos a realidade de uma beleza.
Os que são tolerantes o suficiente para entregar-se a esse prazer e permitirem-se sentir os sentimentos mais puros de uma beleza, são recompensados de maneira inefável.
A vida é a escuridão, podemos caminhar por ela sempre sem saber onde vamos chegar.
Quando encontramos a beleza de uma mulher, é como se essa beleza fosse um astro de luz, que devido ao seu tamanho, nos atrai, nos prendendo de maneira suave e costante.
Somos nada mais do que meros corpos celestes com o único propósito de fazer sentido ao nosso elemento central.
O casamento perfeito acontece quando, acidentalmente dentro do torpor da beleza da mulher, ficamos a uma distancia que nos permite gozar da apreciação do entorpecimento da beleza e ao mesmo tempo estarmos cientes daquele prazer.
Quando muito proximos, a beleza destrói e mata, não permitindo o prazer pleno.
Se muito distantes, o efeito da droga apenas irá nos manter presos a ela, mas não permitindo a a possbilidade de provar seus prazeres.
Às mulheres que estão dispostas a explorar seus detalhes, a fim de encontrar o casamento perfeito entre sua beleza e o poder da mesma. Mas que saibam também do risco dessa droga, podendo viciar alguns a ponto de viverem em constantes overdoses, ou fazer com que alguns se percam enternamente na escuridão do oceano infindável.
Explorar seus dotes é uma grande responsabilidade.
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Davaneios de um amador.
mas tá todo poeta. o texto é seu? gostei!
a imagem é linda também.
beijo, tchellinho :*