Anjo, meu doce anjo
Pode deixar que eu me arranjo
Você pode ir e sozinho me deixar
Pois certamente eu irei suportar
Anjo, meu doce anjo
A quem quero enganar?
Esse espinho que trago no peito
Ninguém tem como tirar
Nem mesmo eu, meu doce anjo
Então, como eu me arranjo?
Desisto, pulo no abismo para lhe encontrar
E as conseqüências terrenas deixo de enfrentar?
Responda, meu doce anjo
O que devo encarar?
A vida, em seu desarranjo
Ou o fim, fácil de se tomar?
Como sempre, meu doce anjo,
Você acalenta todo o meu pranto
Por mínimos segundos enquanto durmo
E depois acordo em desencanto
... escrito por estevão ribeiro...
On July 26 2007
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