11/13/09
Minha sombra, bebendo no Posto Tigre! Já falei para ela largar as dorgas mano!
Exodus e Kreator em São Paulo
Parte 7 - Via Funchal, antes do show
Saindo da estação de trem, não sabíamos exatamente o caminho do Via Funchal, mas seguimos alguns headbangers e pedimos algumas informações. O Thiago novamente confiou no coração das cartas, e elas apontaram a direção correta. A diferença entre nós e o Yugi (protagonista do anime Yu-Gi-Oh, que originou a expressão) é não possuirmos uma relíquia milenar que permite ver as cartas adversárias. Ou o caminho do Via Funchal, que mais nos interessava.
Nosso primeiro ato foi entrar na fila para comprar os ingressos. O Diego nos acompanhou na compra, embora não fosse entrar no show. O segurança do local perguntou algumas vezes se ele compraria o ingresso, pois poderia passar à frente da fila. Se os ingressos de estudante não fossem nominais, ele poderia até comprar para nós. De qualquer forma, a fila era pequena. O Thiago foi o primeiro do grupo a comprar o ingresso. O Ticão e eu, juntos, compramos em seguida. A garota que nos atendeu achou que éramos malucos por sair de Santa Catarina até lá para assistir às bandas. Acho que foi a primeira vez que comprei um ingresso nominal e intransferível, porque isso não costuma ser tão organizado nos outros locais que fui. Com ingressos em mãos, o Diego bateu algumas fotos nossas. Antes, havíamos batido fotos somente na entrada da estação de trem Hebraica-Rebouças, enquanto o Thiago e o Ticão ligavam para seus familiares.
Meus colegas de viagem não encontraram o pessoal do chat nem a banca onde deveriam encontrar-se com eles. Bebemos algumas cervejas na rua, outras no bar, e ficamos vendo o jogo do Santos na TV. O bar já estava fechado, mas os funcionários esperaram pacientemente até todos os consumidores saírem. No bar, havia algumas bolas penduradas em cordas no teto, que poderiam ser empurradas contra a parede. O Thiago fez a infame piada com o "Balls To The Wall", clássico disco do Accept, que tem uma das piores capas da história. O Diego pagou as cervejas no bar, e estamos lhe devendo algumas, que serão pagas em Criciúma.
Um pouco mais felizes, fomos para a frente do Via Funchal! O local estava mais cheio, pois faltava pouco mais de uma hora para o show. O Diego foi embora, quase ao mesmo tempo em que vimos a banca que tanto procuravam. Ela localizava-se na esquina pela qual chegamos ao local. O bar onde estávamos até então ficava na esquina contrária. Percebemos que a informação de que a banca ficava na esquina ao lado do Via Funchal estava correta. Só erramos o lado, e percebemos com algumas horas de atraso.
Ficamos em frente ao local do show, conversando com algumas pessoas e contando nossa viagem. Encontramos dois paraguaios, que foram no show em São Paulo por não gostarem da Argentina, depois de serem assaltados na terra do Maradona. Ambos decidiram naquela manhã que iriam ao show, e serem funcionários de uma companhia aérea facilitou muito a vida deles, tanto pelo transporte quanto pela facilidade em falar português. Eles tinham banda, e teriam trocado álbuns com o Thiago e o Ticão, se estes não tivessem esquececido as demos do Warmagedoom na casa do Diego. Em compensação, trocaram contatos e combinaram uma possível troca de shows nas respectivas regiões. Passaram também algumas pessoas entregando flyers de shows, incluindo um evento com Torture "e aí, headbangers" Squad e um monte de bandas nacionais, outro com alguma banda que esqueci e um terceiro com o Fear Factory.
A única pessoa que entregava os flyers e realmente conversou conosco foi uma garota que entregou o do Fear Factory. Já havíamos recebido outro daquele mais cedo, e jogado fora. Tínhamos os outros dois em mãos, recebidos há pouco tempo. Ao chegar perto, ela notou que tínhamos os dois "concorrentes" e lamentou ser a última a chegar naquela parte da rua. "Nós já pegamos esse também, mas aceitamos de novo, pra te ajudar", disse o Ticão. "Vocês são do Sul?", indagou a garota, devido ao "te ajudar" pronunciado pela ticônica boca. "Sim, mas somos catarinenses, e não gaúchos", eu deixei claro. "Eu não disse que eram gaúchos". "Mas o povo daqui costuma achar que todos no Sul são gaúchos". "Eu estudei, e sei que são três estados no Sul". Àquela hora, já estávamos rindo da situação. Finalmente, alguém não nos chamou de gaúchos, e ainda criticou quem fazia isso. Rapidamente, o assunto mudou para futebol, quando o Ticão explicou rapidamente a nossa viagem e disse que ele e o Thiago torciam para o Criciúma. Os paraguaios torciam para Olimpia e Cerro Porteño (nenhuma surpresa!). Eu explicitei minha torcida pela Sociedade Esportiva Palmeiras. Quando a garota do flyer deu um passo para trás e fez um cara de susto, perguntei: "não vai me dizer que é corintiana?" Ela era, mas disse que até aceitaria se o Corinthians perdesse para o Palmeiras no domingo, para não deixar o São Paulo na liderança.
Não percam, nos próximos capítulos, as apresentações!
hahahahahaha, uma sombra alcolatra, rs
KEEP THRASHING _|,,/
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Banda do dia: RATOS DE PORÃO