Sophie. Tão doce e leve. Tanto quanto o mel, escorrendo.
Mas ninguém pode imaginar quantas abelhas habitam por dentro.
Abelhas inquietas, ardentes, ansiosas. Nunca satisfeitas com o que produzem.
Ás vezes com angústia, a seguir explodem de felicidade. Podem cair às lágrimas, são sensíveis, fracas, no momento. Mas sabem voar, fugir, e assim se tornam fortes e nada vulneráveis. Pensam mais que deveriam, acham soluções, pras outras. Para si, nem tudo é tão decisível. Algumas nunca estão satisfeitas, reclamam, se perdem. Viajam pra longe, tentando esquecer, buscando novas essências. Quando voltam, encontram as poucas, que não ousam, não mudam e acabam se acomodando, de novo. Preferem o doce, mas comem o amargo para não ceder. Preferem o egoísmo, mas dividem tudo. Tem orgulho, personalidade forte, mas se redimem a cada erro. São milhões, mas se resumem em uma, Sophie.
Ela busca pessoas que a levem à vida. Que não se prendam a um sonho, e sim vários, às vezes nenhum, porque se sentir vazio é o melhor jeito de se preencher com coisas novas. Alguém, não pra viver a vida toda, mas pra viver toda a vida!