Ilustra o poema a vó do meu sobrinho Jimi, da família Kligman
12/25/09
Natal de 2009. Em Porto Alegre o sol desanimou o passeio na rua.
Seis e dez da tarde e uma brisa refrescante sopra nas minhas costas.
Hoje fiquei o dia todo pelado em casa ouvindo Rolling Stones John Lennon e Beatles.
Não tenho nada a dizer, mesmo que na minha janela passem matilhas de pensamentos e lembranças.
Não quis saber do espelho, cobri os olhos pra ficar no escuro. Então uma bolha vagou na densidade do meio por horas.
Preguiça de me despedir e engano ao se levantar. Eu ainda dormia, mas os sonhos quiseram ficar ocultos na neblina.
Não erres e não vivas, dizia minha ressaca. Deixe-me em paz pediu minha alma temporariamente morta. E do que me adianta vagar sem ela?
Vazio por dentro como um anel, aprendi a amar a solidão infinita das ruas inertes. E do meu pai jogado num asilo como um ferro velho de gente aprendi a sentir tristeza ao invés de ir visitar ele.
Tristeza, ô isca essa hein?