Explodir- se
12/28/09
É como sair de uma cela fria e suja
Na qual o pranto brota do chão até o teto
Em que as paredes cercam o breu
É como renascer com sabor de chocolate
Sabor da infância ingênua natural
O feto ainda a transgredir
Na transversal
Voltar a ter em si a luz
Luzente da escuridão
Inspiração que volta respirar
Do choro vem a fé perdida
Escondida
É como se lavar em águas claras
Rejeitar a lama, aspirar o pó
Onde cai o escuro manto da dor
É repugnar-se ao fim
Exorcizar o mau
E os maus que lhe queiram
Explodir-se
Aceitar o dom sobre-humano
Entender o bem que tem
A força maior, limite da razão
Negar o que nunca foi próprio
O que não te pertenceu, impróprio
Desprendido do ódio
Da mágoa que magoa até o céu
Os seus celestinos
Aguardar límpido o tempo que vem
Ansioso mas sem pressa aguardar
Novas fontes, outras águas
Explodir-se sem parar
(Leovito)
tornar-te
quem tu és!
cabelo novo tá um arrazo
orgulho da minha amiga moderna e corajosa
e esse texto gente...
deslumbrante tudo.