Chickenfoot – Chickenfoot (2009)

CD – Faixas 11 – duração 57’39”
Redline Records - Importado

01. Avenida Revolución
02. Soap On A Rope
03. Sexy Little Thing
04. Oh Yeah
05. Running Out
06. Get It Up
07. Down The Drain
08. My Kinda Girl
09. Learning To Fall
10. Turnin' Left
11. Future In The Past

E O MUNDO LÁ PRECISA DE MAIS UM SUPERGRUPO?
Supergupos…uma praga nos anos 80, geralmente um amontoado de gente famosa com pouca ou nenhuma química musical, muitas vezes reunida sob a batuta gananciosa de uma gravadora em desespero.
Garantia de sucesso comercial? O pior é que não.
Via de regra, raramente empolgam. E quando empolgam, teimam em não sobreviver ao choque de egos...
Exemplos de fiascos recentes: Audioslave e Velvet Revolver. A primeira até produziu um promissor álbum de estréia, mas sucumbiu á baixa venda (e críticas desinteressadas) dos dois CDs subseqüentes (realmente fracos). A segunda aparece mais pelas polêmicas com seu agora ex-vocalista doidão do que pela qualidade de suas músicas e apresentações.
Mas eis aqui um grande a mistura não desanda... Chickenfoot (o símbolo hippie) nada mais é do que a junção de Sammy Hagar (Montrose, HAS, Van Halen), Michael Anthony (Van Halen), Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers) e Joe Satriani.

A história do encontro ocorreu mais ou menos assim:

Desde que o Eddie Van Halen resolveu se tratar do alcoolismo e deu um tempo em sua banda, Michael Anthony se reaproximou de Sammy Hagar, passando a fazer jams constantes na Cabo Wabo Cantina, pub de Sammy em Cabo San Lucas. A notícia fez com que Eddie praticamente excomungasse Mr. Anthony, que então, sem alternativas, aceitou fazer parte do Waboritas, banda fixa de Mr. Hagar. Vale ressaltar que dentre os vários músicos que participam das brincadeiras de Sammy no Cabo Wabo, Chad Smith é uma das figuras mais constantes, principalmente com as férias prolongadas do Red Hot Chilli Peppers.
Às véspera de participar de um dos eventos mais importantes dos EUA, o show de abertura do SUPERBOWL, com sua banda solo, Sammy Hagar convocou Chad Smith e Joe Satriani para uma Jam de clássicos setentistas. A jam foi muito bem aceita e todos se despediram com a promessa de fazer algo juntos quando a agenda de todos permitisse.
O que poderia ser somente uma promessa vazia acabou se concretizando. Após algumas jams em estúdio e acerto de partes legais, os quatro decidiram gravar um cd e oficializar a banda. O nome, inicialmente provisório, era uma alcunha genérica usada por Sammy para designar qualquer projeto musical que ele começasse nos anos 70. A ampla divulgação do nome pela mídia acabou por efetivá-lo.
Para a produção, foi chamado Andy johns, que já havia trabalhado com o Van Halen (F.U.C.K.) e Satriani (The Extremist), alémd e ter sido engenheirod e som de Rolling Stones e Led Zeppelin, duas bandas referências para os quatro. Aescolha foi acertada, pois o debut possui um som excelente, com muito punch e dando chance para todos brilharem.
O estilo da banda segue um rock clássico com pegada moderna e muita espontaneidade. Obviamente muito do material lembra um pouco o Van Halen de Sammy (Van Hagar), especialmente nas linhas melódicas. As referências aos anos 70 são claras, ao mesmo tempo que não se tem dúvidas de que esse é um cd gravado em 2009. Quanto à espontaneidade, uma curiosidade: o instrumental de “Down The Drain” e da faixa de abertura, a pesadona “Avenida Revolucion” foram gravadas num take só, e são oriundas da primeira demo do grupo, o que demonstra a forte química que rolou entre os quatro.
Sobre as performances individuais:
- Samuel Roy Hagar, do alto de seus 62 anos bem vividos (e mais de 70 milhões de CDs vendidos) continua em forma (vocal, pois fisicamente está uma chupeta de baleia). Possuidor de um dos timbres mais característicos da história do rock, o red rocker reviva a excelente parceria com Michael Anthony, criando algumas linhas melódicas memoráveis (My Kinda Girl, poderia ser hit certeiro, fossem os tempos outros). Mas a sua maior qualidade, que quem conhece sua multiplatinada carreira solo já conhece, é como compositor. Tudo aqui tem sua cara, com muita garra, descontração e gaiatice.

- Sempre um cara que “joga para o time”, Michael Anthony tem aqui possivelmente seu melhor desempenho em estúdio. Com um som gordo e uma inventividade nas linhas de baixo que devem ser fruto da mudança de um parceiro de muitos anos de cozinha (Alex Van Halen) para uma nova parceria com um batera de estilo diferente que preza pelo groove. E os backings continuam matadores!
- Chad Smith é um monstro. Claro, o cara acompanha o Flea, não poderia ser diferente. Com a bateria muito bem gravada e um clima mais solto, remetendo aos anos 70, Chad pode ser uma grata surpresa para aqueles que não acompanham o RHCP.

(Continua)

On October 06 2009 Edit







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