Serei sempre eu mesmo. Mas mudo com o tempo. É o que alguns chamam de evolução. Que o ser humano está fadado a evoluir. Pessoalmente, não estou tão certo disso. Mas estou certo de que sempre sou eu mesmo e sempre estou em mudança. Ao mesmo tempo.
Mas dizer que sempre sou eu mesmo, não implica em dizer que possuo uma essência, que é a minha marca. Implica apenas em atestar que eu existo. Que sou o Rogerio. Esses que alguns de vocês vêem. Mas estou em contínua mudança.
Dito desse modo, pode soar um tanto óbvio. Mas não é tão óbvio assim. Conhecemos pessoas na mais tenra infância, antipatizamos com essa pessoa e pronto. Decretamos para sempre que a pessoa não presta. Somos incapazes de olhar a situação por outro ângulo e imaginar que aquela pessoa pode mudar e muito ao longo dos anos.
Estava consultando um livro ontem e me deparei com a palavra desconstrução, utilizada equivocadamente a todo instante. A teoria da desconstrução foi desenvolvida pelo filósofo francês Derrida que dizia que não existe um ponto de referência privilegiado que dê significado a um texto. Existe apenas a oportunidade ilimitada para novos comentários ou textos.
Foi então que me veio à mente que o mundo em que vivemos também pode ser desconstruído. Também existe uma oportunidade vasta para muitos olhares. A minha opinião sobre algo sempre será apenas a minha opinião. Nunca a verdade.
Certo mesmo está o Billy aí da foto. Se pudesse cantar, certamente estaria entoando "nós gatos já nascemos pobres..."