Acordei hoje e na vinda para o escritório ouvi "In the City" do Eagles, uma das músicas do disco "The long run" empréstimo de Felipe Cotta, que tamanho gosto musical que tem, vez por outra me dá o gostinho de também me sentir Deus.
Neste tempo que estive ausente, li o "Investigações sobre o Entendimento Humano" do David Hume. E neste momento leio o "Prolegômenos para uma metafísica contemporânea" do Kant. Estes livros fazem parte do meu projeto de iniciação científica e funcionarão como linha mestra do meu projeto de mestrado para 2010. Tenho dedicado tempo e muito esforço nessa empreitada.
Empreitada que, diga-se de passagem, não é vã. Estes textos têm modificado muito a minha forma de pensar e, principalmente, de agir. E tem funcionado como um catalisador naquilo que se chama autocrítica. Saber olhar para dentro e me desnudar, sem máscaras, sem véus, sem sorrisos, tem sido um processo ao mesmo tempo catártico e ao mesmo tempo, libertador.
Nesse domingo que passou assisti a um documentário produzido pela família Schurmann, chamado "O mundo em duas voltas". Trata-se da aventura da família que, por dois anos, deram a volta ao mundo em seu veleiro. Uma das frases que mais me marcou nesse documentário foi a do patriarca, que dizia "não existe coisa mais feliz para um navegador do que avistar um porto".
Porque eu nem sei mais se é a felicidade que buscamos. Acho que o que buscamos nem nome tem. Mas nesse vai e vem, nesse bater cabeças desenfreado, nesse movimento pulsante, procuramos desesperadamente um porto. Porque estamos cansados da viagem. E talvez, mais do que tudo, não nos importamos mais em ter histórias para contar. Mas para quem contá-las.
Rogeriao,
Eh um prazer gigantesco poder fazer parte - de alguma maneira - desta sua jornada pessoal rumo a 2010 e ao futuro. Sempre que puder, compartilhariei contigo estas trilhas sonoras que, se Deus quiser - se ele existir -, sempre farao das nossas jornadas caminhos menos tortuosos de se percorrer.
Rogerio Santos,
2010 ta ai........... Daqui a pouco voce ja e mestre e tem que ja pensar nos proximos "portos" que vai querer avistar.
Abracos
Putz, lembrei de um livro do Saramago "O conto da Ilha desconhecida"