Momento da minha defesa do meu TCC em 2005! E daí?
E daí que esse negócio de cursar mestrado está me fazendo pirar ainda mais sobre a minha situação profissional e das pessoas outras. Identifico-me demais com o meio acadêmico. O problema é que vivo em dois meios muito divergentes do mesmo segmento profissional. Um que valoriza a pós-graduação e outro que valoriza “ganhar dinheiro”. Já deu pra perceber que são duas coisas que não se misturam exatamente né? Todos os dias ouço fortes e pesadas críticas vindas do escritório onde trabalho a respeito das pessoas que vivem o mestrado. Por outro lado, chego na sala de aula do mestrado e meus colegas e professores descem o sarrafo a respeito dos técnicos que vivem fazendo desgraças pelas ruas, e que saem da mesma instituição pública de onde eu sai. Ai eu fico tendente a sair de casa com um tampão de cortiça nos ouvidos. Só de pensar que vou escutar besteiras de ambos os lados, já me dá tanta raiva! Mas se eu fizer isso eu deixo de entender o que os professores falam e não faço um trabalho decente sequer! A cortiça no ouvido só me faria uma gentileza: não escutar o barulho do ar condicionado ridículo, que eu já pedi pra trocar e aqueles dois bostas dos meus patrões fingem que não entendem. Mas é isso mesmo, eu estudei pra passar no mestrado, e rezei pra que me aparecesse um emprego urgente! Então diante de tudo isso só me resta concluir que o problema sou EU! Isso mesmo! A culpa é minha do Avião da Air France ter caído e se despedaçado no meio do nada no Atlântico tropical. E como se não bastasse tudo isso ainda tem a pressão externa (das ruas) dizendo que devemos fazer concurso público pra sermos gente. Mas isso não é nada que me surpreenda, porque vivemos em um país que pensa que o verdadeiro cidadão não anda de ônibus, porque aqui o conceito de cidadão é aquele cuja progressão social e profissional o permita comprar um carro financiado em 80 meses. Ou seja, quem não tem dívidas é extremamente negligenciado como ser humano. Pode prestar atenção que aquele que deve até o fundo das calças é um DEUS dentro da sociedade de consumo! Mas isso já outra questão...O que eu to querendo dizer com tudo isso é que por mais que se ascenda profissionalmente e socialmente sempre aparecerão novas questões dentro de nossas caveira que farão com que tenhamos outros posicionamentos sobre o nosso papel sobre a terra. Isso só é bom por que evita que os neurônios criem lodo, porque de resto...
nessas horas acredito q o que pesa em nossas decisões(se não formos bitolados) é a realização pessoal no que se faz.mas claro que hj em dia essa pobre coitada anda tão fraca e tão pouco ouvida dentro das pessoas. só se dá ouvidos mesmo à urgência de se ganhar dinheiro de qualquer forma e se livrar da obrigatoriedade de ser independente a qualquer custo! odeio.
nem sempre foi assim, era tão bom qaundo a disputa era justa! minha vó foi muito feliz e continua sendo com apenas o seu segundo grau! naquela época ela ouvia que nem todo mundo nascia pra seu doutor... e hj o que dizer? nem todo mundo nasce pra ser "cidadão"?
de braços cruzados como se perguntasse -Meu Deus o que é que essa mulher tá falando?! e sua figura alí toda cheia de classe... como sempre!!!
Mas falando um pouco sobre essa questão do "ser cidadão" nos dias de hoje, de fato é um absurdo essa coisa de valorizar fulano pelo que ele tem seja na linha material ou estatus profissional!
a tendência da gente é ficar meio biruta com essa loucura de ficar se cobrando!!
é como Tiago bem falou no seu fotolog...
Seja qual for nossa postura e comportamento nessa terra nada fará diferença, pois os ricos continuarão ricos e os pobres cada vez mais pobres e no fim vamos todos passar pela existência. E Zéfini!
Eita ... meu comentário veio pela metade!! kkkkkkkkkkkkkk
Vou explicar: Achei interessante a foto, as pessoas estão em sua maioria de braços cruzados...
isso me lembrou a história do menino e do velho com o burrico..