HONDA - ASAS DA LIBERDADE
11/13/09
Militar do Parque ganha Concurso de Poesia da UFRPE.
O nosso 3º sgt QE PTTC Arão Azevedo Timóteo participou do “II concurso de contos e poesias” da UFRPE, obteve a 1ª colocação na categoria Poesia com a poesia “TEMPO E SAUDADE” e ainda classificou uma segunda Poesia “DRAMA NORDESTINO”. As poesias serão publicadas pela Editora Universitária.
Tempo e Saudade
Quem nunca sentiu saudade.
Não sabe o que é a tristeza.
Não teve amor, com certeza.
Nem conheceu mocidade.
Não teve terceira idade.
Não tem de que se lembrar.
Não viu a vida passar.
Com os valores que tem.
Nunca sorriu com alguém.
Não sabe o que é amar.
Quem nunca ficou tristonho!
Ao relembrar o passado!
E se sentir desolado!
Num desespero medonho!
Sem esperanças ou sonhos.
Vivendo a fatalidade.
Que na sua impiedade.
A velhice um dia vem.
Levando o que agente tem.
Deixando só a saudade.
Quem nunca teve a tristeza.
De está só e aflito.
Olhar para o infinito.
Só divisar incerteza.
Sentir a cruel frieza.
De um viver sem motivo.
Sem encontrar lenitivo.
Para a saudade no peito.
Questionar deste jeito.
Se vale a pena ta vivo.
Quem nunca sentiu lembranças.
Dos saudosos tempos idos.
Dos bons momentos vividos.
De quando jovem e criança.
Quando tudo era esperança.
Num mar de felicidade.
Mas, no passar da idade.
O tempo tudo liquida.
E tudo que é bom da vida.
Ele transforma em saudade.
O tempo sorrateirando.
Sem sugestão ou proposta.
Levando o que agente gosta.
E a saudade ficando.
A gente levaneando.
Que um dia o tempo nos traz.
Mas isso o tempo não faz.
Pois nessa ida fluente.
O tempo segue na frente.
A saudade vem a trás.
O tempo leva o vigor.
Que se tem na juventude.
A beleza e a saúde.
O apetite, o sabor.
O paladar, o odor.
Leva a nossa mocidade.
Nos leva a capacidade.
Acaba nossa esperança.
Nos deixa só a lembrança.
Que se transforma em saudade.
O tempo é absoluto.
A ninguém guarda respeito.
A saudade entra no peito.
E faz ali seu reduto.
Dois inimigos ocultos.
Com seu furor estupendo.
Que para nos ver sofrendo.
Com o peito amargurado.
O tempo passa calado.
Deixa a saudade batendo.
Dizem que abaixo do céu.
Para tudo um tempo há.
Um tempo para cantar.
E saborear o mel.
Também tempo cruel.
Com dissabor e maldade.
Tempo de felicidade.
Para rir e achar graça.
Mas, logo que o tempo passa.
Vem o tempo da saudade.
que moraaal compainhiro!