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“NÃO PRECISA SE DESCULPAR, WESLEY: TU NÃO FIZESTE NADA!”

Mais uma vez, o segmento mais baixo do círculo se instaura: passei a madrugada preso às ruminações psicóticas de outrem. Noutro contexto, isso seria um bom augúrio, visto que as ruminações pensamentais tendem a trazer bons resultados reflexivos. O caso em pauta, entretanto, é atravessado pela paranóia. E isso é algo que fere, perturba, atrapalha (bons) relacionamentos...

Antes de dormir, vi mais um filme de Ingmar Bergman, “No Limiar da Vida” (1958), sobre três mulheres que interagem num quarto de hospital: a primeira delas sofre um aborto, atormentada por crer que seu casamento é infeliz; a segunda é uma jovem que fora ludibriada por seu amante e não sabe o que fazer com o filho que espera; e a terceira é uma esposa feliz, cujo filho falecerá durante o parto. É um filme sobre angústia, portanto, a especialidade do diretor. Entretanto, algo em seu enfoque realista me incomodou: talvez eu precisasse ter ovários para sentir melhor o que as personagens sentem...

Seja como for, ainda que eu esteja sumamente apaixonado (o que implica numa predominância avassaladora do objeto humano deste amor em meus pensamentos), não desdenharei de minhas obrigações intelectuais e cinefilicas. Pretendo ler este célebre livro que ostento em minhas mãos muito em breve: “Film Art: An Introduction”, de David Bordwell e Kristin Thompson é uma obra obrigatória para quem ama o cinema!

Hoje é dia de labuta – e, quem sabe, de afeto também!
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cinema paixonite amor literatura cinefilia enfrentamento cotidiano angústia

On July 25 2014 at Sergipe, Brazil 67 Views



Avatar mirous

Mirous On 25/07/2014

Já quero esse livro na minha cabeceira :)


Avatar alexandre2000

Alexandre2000 On 25/07/2014

Ótima sexta Brother
"precisasse ter ovários para sentir" Rsrs
embora apaixonado, usar a 'razão' #IssoAí





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