sufoca tuas vontades, antes que elas te sufoquem.
9/21/09
Exatos trinta minutos diante dessa folha em branco, mil idéias na cabeça, mil frases implorando pra serem escritas, um milhão de histórias pra contar, uma infinidade de porques a serem feitos, um sem-número de reclamações e algumas milhares de palavras querendo dar sentido a isso que está aqui dentro. Mas, sabe, não é um texto nem uma infinidade deles que preencherão a vontade. A vontade de queimar a biblioteca de Alexandria que anda me levando pra longe de você, a vontade apertar a sua mão bem forte e te pedir pra ficar, a vontade de assumir um erro que talvez nem seja meu, mas nosso, a vontade de não sucumbir ao orgulho, a vontade de mudar a minha rota e pegar o mesmo atalho que você pega, a vontade de voltar a pensar em nós como futuro, não como uma lembrança distante, a vontade de te dizer que gosto de te ver bem, mas que me dói muito ver que você não depende de mim pra estar assim. Enfim, não é nada de abstrato que vai arrancar a vontade que eu tenho de você. Só você pode vir e matar essa vontade. Mas você está tão longe, tão longe. A biblioteca inteira de Alexandria está entre nós, mesmo quando você está do meu lado.