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Homenagem do ICC à memória do potiguar AUGUSTO SEVERO




On January 12 2013 at Natal, Rio Grande do Norte, Brazil 151 Views



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Mariahay On 16/01/2013

Oi flor.A foto mostra uma figura imponente.Pelas tuas explicações, um sonhador.Parafraseando o António Gedeão"cada vez que um homem sonha, o mundo pula e avança".Muita luz e paz Haydee


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ninocha On 17/01/2013

Obrigada amada amiga


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1964hildenora On 14/01/2013

"O que sei é que a beleza anda de braços dados com a simplicidade. Basta observar a lógica silenciosa que prevalece nos jardins. Vida que se ocupa de ser só o que é. Não há conflito nas bromélias, não há angústia nas rosas, nem ansiedade nos jasmins. Cumprem o destino de florirem ao seu tempo e de se despedirem do viço quando é chegada a hora. Não se prendem ao passageiro nem têm a pretensão de eternizar o que não nasceu pra ser eterno. Não querem outra coisa senão a necessidade de cada instante. Não há desperdício de forças, nem há dispersão de energias. Tudo concorre para realização do instante. De forma simples e original."

Pe. Fábio de Melo.

Abraço pra ti da Norinha


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Dddo On 13/01/2013

(^^)


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Caixaderetalhos On 12/01/2013

Abraços! Bom fim de semana!


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Potyguara On 12/01/2013

ACTA DIURNA: AUGUSTO SEVERO
.por Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo, Sexta, 11 de janeiro de 2013 às 16:59


AUGUSTO SEVERO d’Albuquerque Maranhão, nasceu em Macaíba a 11 de janeiro de 1864 e faleceu em Paris, a 12 de maio de 1902, na explosão do dirigível “PAX”. Depois de Frei Miguelinho, é uma das grandes vítimas de eloqüência. Antes de Spiess e de Zeppelin construiu um semi-rígido. Articulou a barquinha no bojo. Não sendo engenheiro, nem desenhista, nem matemático, cursou a escola da Vontade, insensível ao desânimo, superior ao indiferentismo oficial e pedante. Sofreu todas as campanhas do ridículo ambiental. A distração espirituosa dos adversários de Pedro Velho consistia em insultar e diminuir Augusto Severo, seu irmão. Ninguém o ajudou financeiramente. Pobre, teimoso, morreu justamente porque o dirigível foi feito com material pouco sofrível. Se alguém se sacrificou por uma idéia generosa, esse seria igual ao nosso Augusto Severo. Nem mais um milímetro adiante...


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Potyguara On 12/01/2013

O aeronauta, o “entendido”, o sacrificado, o ideologista, já estamos habituados a vê-lo, rutilante, nos discursos. Raramente vemos, ou nunca vimos, Augusto Severo todo-dia, o cidadão do Natal, gente nossa, daqui mesmo, chupando caju, tomando banho no Morcego, comendo “panelada”. Quem o alcançou vivo está desaparecendo. Augusto Severo só se apresenta no passadiço do “PAX”, em glória, voando para a Morte. O camarada andando a pé, conversando, pilheriando, está se diluindo nas névoas íntimas da saudade silenciosa. Ficará o Outro, caindo em vertical, como um símbolo de persistência, haloado de fogo, sobre a “Avenue du Maine”. O conterrâneo, maravilhoso atirador de revólver, o emérito cozinheiro, o exigente gourmet, o tribuno, o jornalista, o conversador, está condenado a morrer na memória futura. Onde a página íntima que retrata seu caráter? Onde a história simples que explique seu talento? Onde o fato comum que denuncie sua caridade?

Dá-me vontade de dizer que o maior inimigo de Severo é o “PAX”. O balão esconde o homem, oculta-o, disfarça-o, deforma-o em sua consagração trágica. A imortalidade do Herói é sua humanização.


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Potyguara On 12/01/2013

Augusto Severo, Deputado Federal, gastava o subsídio com a prodigalidade de um nababo. Voltando do Rio de Janeiro deu 200$ ao boteiro que o deixou no cais. E teve de pedir dinheiro emprestado para pagar o carreto da bagagem. Em nossa casa, interrompeu uma conversa para ir ensinar, na cozinha, um extraordinário molho branco para peixe assado. Trazia um caixão de brinquedo para as crianças. Era costureiro, alfaiate, musicista, dançarino, declamador, nadador, remador. Nortista bem “derramado”, dava abraços de tamanduá bandeira, rindo como se o riso fosse o mais alto elogio do bom humor. Sem ódios, sem lembranças de vingança, tudo nele era improvisação, arrebatamento, afeto. Uma criatura que mais o ridicularizou em Natal, transformando o dirigível em objeto de comicidade, procurou Severo, no Rio de Janeiro, numa hora de desespero. Augusto Severo deu imediatamente os únicos 50$ que possuía. E foi a pé para casa porque não mais tinha um níquel para o bonde...


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Potyguara On 12/01/2013

O título do seu dirigível, “PAX”, dizia o destino pacifista e lindo da aviação que os homens batizaram em arma-de-guerra horrível. O futuro dirigível chamar-se-ia “JESUS CRISTO”. Elemento de aproximação, havia de ser o liame universal de compreensão, de unidade espiritual, anulando a distância e reunindo as almas. Sabemos em que tornou o pássaro metálico, semeando fogo e desgraça, nas alturas que eram domínio de aves e de nuvens.

Na última vez que esteve em Natal passeou com Henrique Castriciano até os Montes (Petrópolis). Disse, apontando para o leste, que aquela era a pista de sua vinda, no alto, as muralhas do “Reis Magos” beijadas pela sombra do dirigível vitorioso. Onde estiver o PAX está o Brasil, declarava, transfigurado.

Só o podemos evocar no “PAX”, mas Augusto Severo era grande sem ele.



LUÍS DA CÂMARA CASCUDO.

A República, Natal, Quarta-Feira, 13 de Maio de 1942.






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