do último ponto às reticências
11/12/09
[em for-ra/quele traje de cor
ca-pri/sílabas de gala.
pra hoje, traga o c-raque/leva
rápido o truque
de cor ca-pri/silábico]
[Piada, pancada, prisão
Pele, pêlo, pena perpétua]
-Paixão
É de amar numa pessoa só
[Respeito, riso, repleto
Ralo, recesso, relíquia]
-razão
É de falar numa pessoa só
Nada pra ter, bem uns dois pra admirar
De forma que dê pra disfarçar na cama
O barulho que faço ao ressonar meu ver
Meu V, meu nome, como você
Me chama
Como eu te ouço escutar
Como deslizo no seu relevo
Sem aquela prancha?
Não é de unir nem de compartilhar
Fazer parte do séquito
doar-me em pequeno empréstimo
E se numa – o palanque
É noutra – retórica
Meus dois jeitos de falar:
-ríspido ou primitivo
Palavrão ou ruído
Roteiro ou perigo
-pergunta ou resposta?
Raso ou profundo
reto ou pontiagudo
Raro ou prosaico
-Poluo ou respiro?
Pronto ou retrato
Resto ou pontual
Pontuado ou reticente
-Paraíso ou real?
Primitivo ou relação
Reprimido ou possível
Passivo ou reflexivo
-permito ou remeto?
Parasita ou rodeio
passado ou recente
pesado ou rarefeito
-resisto ou pereço?
e cada abismo,
como furta cada vertigem
na queda, no todo pra baixo
pelo todo pra cima
dividir-se em duas paisagens
é achar um ponto comum
pra trás
e de duas coisas se afastar
como levitar caído
e lançar-se amortecido
no grude do ferrão
na distância do rugido
[passivo ou reflexivo?]
-deixo o .para ti. para comigo
que não quero saber nada
do que fez, do seu feitio
já tá feito e esquecido
visto e avisado.
algo é pouco e algo é indefinido
*a grande merda vem
dos grandes feitos misturados*
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virg ínia