[Pescadamemória]
Ás vezes eu me socorro, mas em gratidão ou por alguma promessa. Se eu não tivesse a certeza de que depois quem me ajuda é o eu, eu jamais me acudiria.No fim, sou eu que resto. Até tento terminar, dar um tempo, me trocar. Mas eu volto, eu volto com uma certeza de que vim pra ficar, que nem sei por que depois me perdôo por me deixar. Que espera que eu sou deste eu tão imprevisível e.... entregue que se solta quando menos se espera. parte e me deixa tão só- sem mim.
A troca
Do eu-sendo por prestes a ser
Pelo meu curioso e tardio âmago
Do eu-contra, eu mesmo e eu
Então eu me troquei quando estava com ela
Por agora quem sou-sem-ter. Eu-só é o novo casal.
Eu nunca troco ela por ela. Porque isso não se discute
Nem a ocasião se alterna,
de valor absoluto e contável de tempo
pra valor absurdo de momento
alguém me diz quem sou se eu sou toda a permissão de ser e modificar
-mas eu torço pra que venha o quanto antes e não agora
Um eu que se acompanhe e te visite à tarde, que não se atrase aos 60 minutos da hora
Que não acelere os últimos segundos de colo ao levantar da cama...durando muito mais que um dia inteiro..............nascer o dia entre~risos
e a lembrança que fica - faz trancar todos os compromissos
-Só não sabia que o contrato de abraço não seria renovado...por esta parte eu paro.-
[Me permito ficar triste num século de soluço que coloca todo o universo aos meus pés. Porque quem inventou o choro...inventou- inventou o consolo, que é deixar chorar sem perguntar.]
*mas se tiver alguma flor perto, o grito infantiliza, recua no escuro e chora manso...bem baixinho*
Vá - se derreta e descasque e dês-ache em uma seqüência de dias maravilhosos
Como se não bastasse haver os dias em fila única
há essa intenção de que sejam bons e iguais
Eu troquei a única coisa que me é de direito
m´eu. espelho .
Troquei e agora vejo diferente...porque tava igual....e o igual muitas vezes repetido vira branco
Vira vazio e oco e nada...quando se acostuma ao formato real perde a graça de contemplar-se refletido
Aí eu me troquei de cenário...de onde me vêem, acham até que eu decidi alguma coisa...mas eu só fugi do sol ou então corri da chuva
elas por elas - são estados da natureza.
*Se assim alegre, me molho....há quando, sorrindo, eu me seco.
[Nada pessoal – nada reto]
O ciúme eu não deixo; nada, ele é só uma vontade miúda de se incomodar com qualquer coisa que tenha saído errado [ou qualquer coisa que vá bem longe de adular]. Eu fico mesmo bem feliz...e cobiço, sim, como não, eu sei que é bom. Mas que dure, que dure, que me procure, ou espere...ou um dia se lembre. Tudo isso me torna viva. Tão fácil fica, quase automático, reclamar “já” [?] ou indagar aos maléficos sussurros numa das orelhas – “desde quando será?” – “hnm, bom saber”- aaah, que mania de resmungar eu comigo e meus outros , tudo nessa cabeça. Eu peço silêncio geral e cada qual que se vire, a casa tem que ficar de pé.
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“As pessoas tendem a se manter no grupo da sua altura porque é melhor para o pescoço. A não ser que tenham um envolvimento romântico, caso em que a diferença de altura é sexy. Então significa: Estou disposta a vencer essa distância para chegar até você.” – Miranda July
Observação importante:
http://www.fotolog.com.br/vuvuia/archive?year=2006&month=5
errata -
observação importante: http://www.fotolog.com.br/vuvuia/10113100