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De fato, é preciso um pouco de palmatória para aprender a usar as mãos. Nenhuma proeminência “jogos mortais” ou coisa do tipo, mas convém render-se ao clichê e promover mais caos para que mais projetos de organização sejam requisitados. E assim, em repto de esquecimento e indiferença, tudo que há de vida em cada músculo deste corpo dramático de duas décadas (pausa) sentiu saudade. E chorou na lapa.
As palmas na capital trouxeram um barulho de chuva. Realmente, a multidão chovia ali, datada na agenda cultural. Empurrados, injetados num pedaço na horizontal. Cada ser para um grão de areia na praia. Porque, pra pobre, não se divisa, nem se amarra: se acumula. E foi assim mesmo, um blues noturno, vários sucessos e hitz inesquecíveis – porém desgastados. Letras que nunca se traduziram em atendimento às críticas de pequenos protegidos bêbados demais pra se calar. Foi Cazuza quem disse que fede, e fedia como tal. Lá estavam, colossais novos astros tomando a noite com cheiro de entrada franca. Poluindo 4 minutos no máximo de treinamento árduo pra plágio e ninguém disse nada. Ninguém entendeu o que cantava, meu Deus. Rodrigo Santos, Sandra de Sá e, com certeza, se ainda houvesse e ouvisse Cássia, boas dramaturgias de todas as modéstias e raspas, a vida então se consumiria.
E então, houvera tributo- mas não houve.
Não se canta alguém sem saldá-lo, não se trata de um ato em absoluto protótipo de ser e continuar. Não se homenageia alguém sem sentir saudade. Sem sentir o que pulsa e que invade; mesmo ar, mesmo patamar, olhando pro céu ou não, se ainda vivo ou já debandado. É cara a passagem, meu Deeeus – e ave Maria em latim.
Ah não. Como se eu cantarolasse minha grande amiga Beatriz mentalmente e todo um público fizesse alarde para escutar uma proposta: E com a nostalgia que já havemos tatuado em nossos braços, em nossos gestos, em nossos passados – o espetáculo comoveria o sobrenatural – derramar-se-ia em único encaixe e para surpresa de muitos que por aí acham que sorrir é perpetuar, que baque levam agora: ter amor, mesmo que singelo, é a resposta.
[daqui do Rio, minha mão tocou Brasília]
Amo-te, Bia.
virgínia, você é a poesia mais linda que eu espero nunca acabar de ler..
te amo.