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INGRATIDÃO

[i][i]s.f. Falta de reconhecimento, de gratidão; qualidade do que é ingrato.
Pagar com ingratidão, não ter reconhecimento.

Classe gramatical de ingratidão: Substantivo feminino
Separação das sílabas de ingratidão: in-gra-ti-dão
Possui 10 letras
Possui as vogais: a i o
Possui as consoantes: d g n r t
A palavra Ingratidão escrita ao contrário: oãditargni
Sinônimos: egoísmo, desagradecimento, esquecimento, reversão de rumos e prioridades, abandono, ofensa...

Frases:
A ingratidão é filha da soberba (Miguel de Cervantes)

Se o ingrato percebesse o fel da amargura que lhe invadirá, mais tarde o coração, não perpetuaria o delito da indiferença (Emmanuel)

Todos aqueles, cuja alma é sufocada pela soberba e a arrogância, sempre estão fazendo se identificar também pela ingratidão, um dos mais baixos sentimentos que assolam a humanidade (Ivan Teorilang)

A ingratidão provém, com certeza, da impossibilidade de pagamento da dívida (Honoré de Balzac)

Normalmente, o desejo do não comprometimento com uma troca de favores, faz com que a ingratidão seja imperante naquele cuja alma já se corrompeu (Ivan Teorilang)

Não é necessário mostrar beleza aos cegos, nem dizer verdades aos surdos. Mas nunca minta para quem te escuta, nem decepcione os olhos de quem gosta de você (Tainara Liarte)

A ingratidão consiste em esquecer, desconhecer ou reconhecer mal os benefícios, e se origina da insensibilidade, do orgulho ou do interesse (Charles Duclos)

A ingratidão humana não tem limites (Gabriel G. Márquez)

Fábula:
Há uma história do tempo das monarquias que ilustra esta verdade: Um rei, famoso pela prática da justiça em todo o seu reino, colocou um sino numa torre, num morro bem visível. Qualquer cidadão que se achasse injustiçado, bastava puxar as cordas do sino para ter o seu caso julgado imediatamente. Mas o reino era tão justo que o sino caiu em desuso e a vegetação tomou conta da torre. Um dia, para espanto de todos, o sino começou a tocar. Os oficiais, despachados imediatamente ao lugar, descobriram que um jumento velho, magro e abandonado, ao tentar comer o capim que cobria o pé da torre, puxava a corda e o sino tocava. Os oficiais, às gargalhadas, foram contar o caso ao rei. O rei não achou graça nenhuma. Mandou descobrir quem era o dono do animal. O dono, um lavrador próspero, que costumava maltratar animais e empregados, foi levado diante do rei. A sentença não demorou: "Este animal te serviu durante longos anos; agora, que não pode mais trabalhar, o abandonaste. Homem ingrato! Cuida deste animal o resto de sua vida".

Certa vez, isso há muitos anos, em um funeral de um pai de família, ouvi o pastor dizer ao filho mais velho para que se aproximasse e desse o ósculo, o último beijo no pai que ia descer à campa fria. O filho, que até então não chorara a partida do pai, relutante, aproximou-se, beijou-o e a seguir desatou numa crise de choro, um choro incontido, desesperado e amargo. Perguntaram-lhe o porquê daquilo, ao que ele respondeu: “Esse não é o último beijo, mas sim o único em toda a minha vida...”. Coisas da vida que só afloram na hora da morte... Ter um filho ingrato é mais doloroso que a picada de uma serpente.

Bíblico:
“E, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe. E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos. E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; e caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.” (Lucas 17 – 12 a 19)

Poema:
Punge-me ver um rosto sorridente
mascarar o intenso ódio que a alma abriga.
Punge-me beijar a mão clemente
submissa e gentil, boca inimiga.

Punge-me ver calar covardemente,
deixando que a calúnia alguém persiga.
Punge-me ver ferir traiçoeiramente
a picada sutil de infame intriga.

Mas meu pungir no horror se transfigura,
quando vejo ferir a criatura
o hediondo punhal da ingratidão
(Aécio Kauffmann)

O Ingrato
É um egoísta vaidoso e prepotente, pleno de idéias erradas e extremamente carente. É uma pessoa que sempre vê somente o lado negativo das coisas e das pessoas, e não enxerga valores nos seus semelhantes, mesmo naqueles que o ajudaram. O ingrato esquece com muita facilidade… não as coisas ruins, mas esquece das coisas boas que fizeram por ele, vive no “seu mundo” e busca apenas os seus próprios interesses. Outra característica da personalidade do ingrato é a desobediência que leva a rebeldia, ele acha que sabe das coisas e não ouve e não aceita conselho de ninguém, na verdade, ele não aceita se submeter à autoridade porque ele realmente acredita que sabe o que é bom para si.[/i]




On November 14 2011 115 Views





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