Das mãos cacheadas
10/13/09
Abro meu guarda-chuva
para que se desfaçam água, cinzento e nuvens
E o plástico negro e as ligas metálicas me protejam
da raiva pluvial e também do estar-vivo.
Mas, apaga-me o cigarro,
mancha-me os sapatos,
salpica-me o paletó,
e a morte me escapa, líquida,
por entre a boca-de-lobo,
suga, suga, suga lacrimosos detritos.