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"Não entender, não entender, até virar menino"

Dos becos sem saída a que me leva a razão
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Dos becos sem saída a que me leva a razão

9/13/09
Essa semana passou em um torpor, uma dor muito forte que fadiga a musculatura. Passou como um esforço para sonhar muito e evadir-me da realidade abrasadora.

Tomei as decisões muito erradas. Fui grosseiramente sincero na hora em que deveria ser cauteloso, fui ingênuo no momento em que deveria ser precavido, arrisquei no instante mais frágil de minha passagem: e perdi.

Perdi a chance de ter tido uma comemoração simples, porém calorosa. Perdi a chance de ter menos olhares, mais longos embora. Perdi a maneira de ser tranquila e feliz, pela inquietude irascível do que quer ver o mundo girar ao seu modo. Resta-me dizer: nunca mais.

Termino a semana de com uma dor de estômago - abacaxi sempre isso me causa - com vinte e uma horas de sono dormidas e um show do Hamilton de Holanda perdido. Dormi as horas por dormir, por não estar acordado simplesmente.

Termino com a sensação contusiva de ter de me afastar de alguém muito especial, afasto-me de uns cabelos cacheados e olhar desconfiado, quase felino, que no entanto esconde uma doçura de rebentar os olhos do que o comtempla.

Termino com a dor de algo que valeu a pena, de ter encontrado um mundo totalmente novo, com desilusões amorosas, espetáculos de dança e discussões infinitas sobre a obra completa de Freud. Um ser especial em seu ser único, com virtudes adubadas com o estrume dos vícios e dos infortúnios.

Resta-me lembrar: não adianta forçar entrosamento. Não adianta forçar ser o que não se é. Não adianta fingir-se amical, qdo se esconde o interesse. O grupo me oprime, me ofusca, me fragmenta, me destroi.

Começo a semana com a vontade de quem quer recomeçar a própria vida, renascer. Quero renascer com a apredizado desses últimos dias, uns (até segunda) maravilhosos, outros demolidores.

Sei também que pretendo depurar-me de todo das dores e fruições passadas. Fica o lembrete mental: já não permito mais essas entradas de súbito em minha vida, essas lembranças que desrespeitam meu momento.

Foto do cemitério da Recoleta (eu acho...)
Um beijo para o pão com carne da Argentina, o Choripan.

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