De inventar do futuro
7/30/09
Hoje escrevo à maneira de Eliot - escrevo para escapar às emoções - despejá-las no terreno virtual, o qual, como o pensamento, não existe.
Voltei de viagem e ainda organizo meu dia-a-dia após outras paragens, outras pessoas, outras línguas - após a própria vida dentro da vida, que se extinguiu no renascer da minha realidade. Se a vida é um sonho dentro de um sonho, fez-se sonho dentro do sonho de um sonho.
O meu futuro não sei. Mas o pressinto, intuo, sugiro - a vida é inventada pelo que detenho hoje, limitado e incerto construo o que será o amanhã, com mãos infantis na escuridão da fortuna.
Há de se escolher bens os inimigos. Respeitá-los para que ele me fortaleça. Há muito escolhi meu arqui-inimigo, o grande, o enorme, o gigante ao qual me comparo e me sinto inferior. Ele me dá forças para seguir sonhando com o meu desejo de superá-lo.
Segunda-feira recomeça a rotina. Comprei novos instrumentos de trabalho - terno e livros - para que eu me anime para a labuta. Confesso ter funcionado, mal vejo a hora de voltar à Casa, onde sou o que me torno todos os dias fora dali.
De súbito, cansei de escrever.
Ficam lembretes mentais: adorei as fotos da viagem.
É sempre aprazível espiar quando vez o que há por aqui. Bjs!