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pazenari's photo from 10/31/09
SONY H9
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10/31/09
Ola Pessoal!!!
A gata preta.

Tenho preferência por gatos pretos, não que não conviva bem com os de outras cores, mas os pretos me atraem de uma forma especial. Talvez por serem mais expressivos, mais enigmáticos, mais perceptivos com relação as pessoas, por serem mais tolerantes e por se esforçarem em desmistificar as crendices a eles imputadas durante séculos.
São simplesmente gatos, queridos e amados gatos pretos, macios e ronronadores, apenas querem um pouco de atenção e carinho e retribuem de forma maravilhosa todo esse convívio.
Lembrei de um tempo passado, do local dos cheiros, das cores, das uvas maduras, do doce de figo sendo preparado no fogão a lenha e nesse tempo havia uma gata, uma linda gata preta.

Lembranças.

Todas as tardes de verão, depois que voltava da escola, ficava no quintal da minha casa, a sombra da parreira, onde podia inventar os brinquedos que tivesse vontade, espalhar pelo chão de lajes, as mais empolgantes aventuras que pudessem ser montadas, frutos colhidos na imaginação de uma criança e transformados em algo vivo e palpável, pelo menos era assim que eu achava, que poderia ser.
Enquanto me distraia, como que surgindo não sei bem de onde, ela vinha e passava por mim como uma bala, às vezes nem conseguia vê-la direito, somente a sua sombra, que na minha imaginação até ficara para traz, devido a sua agilidade em correr e saltar. A enorme gata preta, vinha todas as tardes e se instalava em cima do telhado do alpendre da casa, nos fundos do terreno. De lá tinha uma visão de todo o pátio, de quem se aproximava, e de todos os meus movimentos. Escolhia o meu quintal para ser seu lugar de descanso, o lugar onde passava os fim de tarde, e as noites. Muitas vezes a vi bebendo água direto da torneira do jardim, que gotejava propositalmente num pequeno tanque, feito de tijolos vermelhos, e que servia também de banheira à alguns pássaros que ali vinham aplacar a sede, nos rigores dos verões escaldantes.
Tinha um pelo brilhante que reluzia ao sol, e um andar majestoso, quando se equilibrava nos canos que sustentavam a parreira e ai se esgueirando por entres as folhas, na tocaia de algum pardal desavisado e desatento. O bote era fatal para a ave, e a refeição do dia estava garantida.
Às vezes não subia no telhado, ficava deitada no chão de terra fofa, próximo ao galinheiro, perto do pé de chuchu, cuja latada sempre sombreava aquele local. O mais perto que estive dela acho que foram uns dois metros, sempre arisca e rápida, logo em fuga, impedia qualquer contato, ou tentativa de uma aproximação maior.
Um dia observei que estava ficando mais gorda, e continuava engordando, pude notar isso pois quando saltava do muro, agora dava uma parada técnica, para ajeitar o corpo e seguir seu caminho, achei que estava cansada, pois sempre que podia estava dormindo ou cochilando pelo quintal.
De uma hora para outra sumiu de vista, não apareceu por três dias, e depois passava rapidamente e logo voltava para o telheiro e sumia. Ficou assim quase uns dois meses.
Nesse meio tempo uma galinha entrou no choco, e minha mãe resolveu arrumar o ninho num outro galinheiro menor só para esse fim, onde havia uma caixa de madeira enorme e dentro dela ficava uma caixa menor com o ninho.
Minha mãe abriu a portinha e lá estavam eles com ela. . Três gatinhos se apressavam em voltar para o ninho e o resguardo da mãe, agora já de orelhas baixas e de dentes pontiagudos a mostra.
Queriam tirá-los de lá, mas fui contra e acabaram ficando, a galinha foi chocar em outro lugar. Quando voltava da escola ia direto pra lá, e levava um pouco de leite e algum resto de carne que sobrava do almoço. Ficavam por la, andando pelo quintal, subindo no abacateiro e daí pro telhado da casa. Tomavam sol e corriam pelos canteiros, atrás das lagartixas desavisadas. Não os sentia meus, apenas estávamos juntos, vivenciando experiências, nos respeitando e mantendo as distancias, mas crescendo juntos, convivendo em liberdade. Foram crescendo bem mais rápido do que eu, e tiveram de seguir seus caminhos, duas fêmeas, uma tigrada cinza e branco e outra branca e preta e um macho também todo negro de pelo brilhante assim como a sua mãe. Ficaram alguns anos ainda aparecendo pelo meu quintal e depois não os vi mais. Hoje sei que gatos de rua não vivem muito tempo. Suas imagens entretanto, ainda povoam minhas lembranças, ainda os vejo, subindo pelo tronco do velho abacateiro, tocaiando suas presas aladas no alto da parreira e deslizando como sombras conhecidas, pelos cantos do muro. Acho que povoamos nossa vida com essas lembranças para que não esqueçamos do que já fomos e de como agíamos. Ainda lembro dela, a PRETA, dentro do ninho, daqueles dois olhos verdes enormes, as orelhas abaixadas e os dentes a mostra, defendendo as suas crias, literalmente, com unhas e enormes dentes.

Guestbook Comments (5)

Amo gato preto! Tenho um q adora tomar banho!
Ainda mais q depois todo mundo fica agarrando ele dizendo q ele tá cheiroso, aí ele se sente! hauhauhauhaua


Bjos

Entren y ayude a tener mas firmas y que los perros no mueran mas por la causa del hombre!!

PUEDEN ENCONTRARLO EN EL FACEBOOK:

http://www.facebook.com/pages/Stop-Killing-Dogs-supporters-page/235848430651?ref=ts

TAMBIEN EN SU PAGINA OFFICIAL:
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AYUDANOS A DIFUNDIR ESTO!

CAMPAÑA EMPEZADA POR:
http://www.fotolog.com/animal_aid

Eu tenho uma gata preta que é toda branca com orelhas cor de rosa.
A Branca tem o temperamento e a ginga do Gizzminho.

Ela conversa muito e canta. Sempre aparece com uma melodia nova que interpreta quando quer uma comida diferente.

A Branca adora cozinhar ( o apelido dela é gatatouli ). Está sempre ao meu lado na cozinha dando palpite quando eu estou inventando um prato. Eu sempre tenho que fazer uma versão felina do prato, só com a carne frango ou peixe cozidas no microondas e sem tempero.

No final ela come com os humanos fingindo que o prato dela é igual.

Abraços!!!

Olá!

Mesmo não sedo um gato preto, sei que sou um charme... rsrs... não podemos pelo menos ser amigos? Você é muito linda! Quem sabe podemos tc aqui, trocarmos idéia sobre nossos donos e o quanto somos amados por eles? Sei que sou a vida de meus pais!!! Eles fazem tudo que quero, e eu sei como conseguir.... hahaha... mas tudo de um jeitinho meigo, sabe, aquela carinha irresistível?
Lambidas e ronronados pra você!

Ei, Slash! Obrigada pelo comentário em minha foto! \não posso reclamar de nada: minha mamãe tinha uma gata siamesa antes de mim, a Laura, que veio pra cá com um mês de vida. Mamãe não sabia, mas ela tinha leucemia felina, e morreu com 1 ano e três meses. Que arraso! Mammy´s não se abateu, disse que nada a substituiria, mas que ele queria outro amiguinho pet. Daí, um amigo dela tinha uma gata SRD (minha mamãe), cheeeeeeia de filhotinhos e ela foi lá escolher um. Quem apareceu serelepe, com olhos verde-musgos, querendo brincar com apenas um mês de vida? EEEEEU! Agora, já com cinco aninhos, conversamos perfeitamente bem (apesar das mordidas que ainda dou, mesmo castrado... rsrsrs... sabe como é, são beijinhos!) e JÁ DEIXEI BEM CLARO QUE A CASA É MINHA! Sou muito feliz, mas fico triste com os amiguinhos que são abandonados. Mamãe diz que, se morasse numa casa, eu teria mais amigos aqui.Fico feliz por você ter amor e carinho, como seus irmãos. As pessoas tinham que "sacar" que a gente tá aqui pra dar amor, também, não é? E sem preconceito!!!
Lambeijos pra você!!! E uma excelente semana!

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