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Insomnia...

Assim que o relógio transpõe a utilidade, limita-nos o ser, o querer e o poder. Os olhos, sangrentos de ansiedade, transbordam o tempo que os mantém abertos. Transportam-se pelos ponteiros da tortura, discretos.
Ruidosamente a insónia aborrece a noite.
Espero-te como ontem, não apareces, mais uma vez, pela manhã.
Aguardo terminar algo. Escrevo mais um poema, entristecido por não saberes ler o seu significado. A sua textura transmite-te espera.

Estou tão farto de não conseguir dormir, que ao acordar, nada mais há para ruir.

Eu todo sou aquilo que de mim não conheço.

A refeição tardia sabe-me a impotência, incerteza, a dúvida. De que sou capaz? De esperar que outra história passe, reflectida no vidro que protege os números do meu relógio de pulso.

Continuo á procura daquilo que tenho rejeitado… Acordo e não te sinto, adormeço e não me minto, passei o dia a pensar em ti, a esperar por ti… e tudo o resto? Tudo o resto pode esperar.
Onde estás? Não te vislumbro…

DC





On February 08 2008 1041 Views






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