Eis que finalmente escrevo.
Eis que finalmente escrevo com alegria.
Não tenho um texto certo, palavras bem colocadas, não tenho. Mas tenho a vontade de expôr a calma que ocupou o lugar da ansiedade e a frustração de outrora.
Há algumas semanas, estava eu escrevendo sobre coisas que desejava, mas ainda aparentemente inatingíveis. Coisas essas que ainda não estão nas mãos, mas creio que próximas destas.
Sim, não tenho estabilidade, mas não tenho o desespero de anos passados. Não tenho ainda um monte de coisas, mas acho que finalmente estou perto de consegui-las.
Precoce isso talvez? Sim, mas quem se importa? Só eu sei o que sinto e o que nunca senti...
E o que mais conta: o tempo ou o que se sente?
É. Retifico aqui o que escrevi há anos atrás sobre o tempo e o amor: estava enganada. Não compreendia como tal poderia se dar em tão pouco tempo. Não é racional a explicação, mas pode. Pode acontecer para um, mas não para outro. Pode acontecer para os dois (que é mágico). Pode acontecer ainda de perceber o que é em algumas semanas e o que não é em muitos anos...
Se tiver que escolher, fico com a primeira opção. Errar todo mundo erra sempre. Se não estiver certa, serei apenas mais uma errada. Temporariamente, espero. Mas se acertar... Serei plena!
"Quando é, é" e que assim seja.
* * *
Lindo!