Parte Cento e Noventa e Sete
5/22/09
CENTRE GEORGES POMPIDOU? NÃO, OBRIGADO.
Graças a André Comte-Sponville (sempre ele), tenho bode desse lugar, mesmo sem nunca ter pisado lá dentro. No magistral "A Sabedoria dos Modernos" (escrito em conjunto com Luc Ferry), Sponville cita várias vezes o Georges Pompidou no capítulo dedicado ao debate "Existe uma beleza moderna"? E todas as vezes sentando a lenha nas exposições do lugar, que simbolizam de certo modo a decadência da arte em nossos tempos.
Vai uma amostra:
"Não dá pra falar seriamente dessas tais de instalações - um monte de carvão, de latas empilhadas, um cobertor velho... - que hoje encontramos em nossos museus! Lembro-me da grande exposição 'Manifesto', faz alguns anos, em que o Georges Pompidou mostrava as aquisições recentes (anos 70-80) de que mais se orgulhava... Que tristeza! Que desencanto! Para algumas obras estimáveis quantas outras absurdas, insignificantes, ridículas? É com isso que se espera resistir a subcultura televisiva, ao niilismo, ao reino do dinheiro e da ostentação?"
Quando a Carol perguntou se eu queria entrar no museu, eu parei, olhei para ele, lembrei do Sponville e respondi: "Não, quero só tirar uma foto aqui, em forma de protesto".
Sponville não só iluminou minhas ideias: ele também foi guia turístico quando precisei.
Merci, fico com o Louvre!
hum parece ser bem chato ali dentro mesmo..