Tivemos que dar sinal...
6/13/08
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Dizem que o metrô de SP tá tão cheio... que achamos melhor dar sinal. Brincadeiras à parte, faz muito tempo que não tiro fotos, então vai essa daí, tirada no dia especial do Alfa e Omega, lá por 25/05/08.
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Ando muito chique. Nesta semana fui "apurar fatos" em dois museus da USP.
O museu de anatomia é muito interessante. Ele se propõe a aproximar a ciêcia anatômica e o público leigo. Não funcionou comigo. Desisti completamente do meu sonho (já frustrado) de sermédico. O status não vale tanto assim.
O museu de oceanografia é mais light. Acho que minha irmã iria gostar. Tem aquários, instrumentos oceanográficos e até esqueletos. Você pode tocar em quase tudo.
Quanto à USP, estou muito relapso. Tenho um mini programa de rádio a fazer, que está super atrasado. Tenho que fazer um trabalho de umas boas 7 páginas. Tenho que estudar para provas. E um trabalho wiki que nem começamos a fazer.
No mais, estou feliz. Nos últimos dois dias a cozinha lá em casa esteve a todo vapor e as meninas avançaram a madrugada fazendo quitutes e lembrando da roça.
Um dos melhores momentos da semana foi deitar na grama da praça do relógo e, por 15 preciosos minutos, ver a vida passar lentamente por nós. Sem peso de consciência, que agora sou um trabalhador. Isso foi na quinta.
Nessa sexta, Régener e eu conversamos com a Nívea, faxineira no departamento de jornalismo. Ela é cristã, e, descobri, tem um nome, uma história, sonhos, projetos de vida. E como é abençoada! Ela contou de seus filhos, que precisam de oração, de sua igreja, que passou por lutas recentemente, e do que aprendeu nesse período.
Frequentemente, me considero uma pessoa muito boa, por dar às pessoas chance de serem ouvidas. Hoje, comecei a perceber que a atitude não é tão altruísta assim. Sou eu quem mais lucro.
Acho que quero contar as história daquelas pessoas cujas trajetórias de vida nunca foram perguntadas, mas têm algo a dizer. Como a da Eva e da Nalva. Da Nívea. Da Conça. Esse é o lado mais legal do jornalismo. E o que mais vale a pena de ser seguido.
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Icógnita no ônibus. Até que ponto pessoas são importates? Não, ela não era tão especial assim. Afinal, Jesus morreu por um bocado de gente: a graça foi recebida por um bocado de gente.
"Bem... não sou tão importante quanto alguns, mas sei que não sou tão desimportante quanto posso aparentar. Acho que estou mais para um quadro [feito de sangue e graça], numa exposição [feita de sangue] de obras de arte, do que para uma bela peça de Mercedez-Benz. Talvez eu valha mais por ser um trabalho [de suor, feridas e dentes cerrados] de um artista, do que pela minha eficiência e utilidade. Digo, o artista, mais que precisar de mim, gosta do seu trabalho. Ele investe muito nisso. Acho que gostará do resultado final.
Essas coisas não são assim explicadas por palavras, sabe? Não cabem nas palavras. A graça e o amor de Deus são meio mudos e intensos. Imagino que como música para um surdo. São anti-líricos: não dá pra nomeá-lo sem matá-los um pouquinho, tirar um pouco de sua ilógica beleza, sensação supra-racional.
Cristo me ama, a Bíblia assim o diz. E fim de conversa."
Atualiza essa %$%¨$%