Passeio na Pinacoteca-- eu fui o fotográfo.
6/11/08
Fui o fotógrafo dessa imagem aí. Em primeiro plano: a cearense Scarlat, o Ryan, a aniversariante Vanessa, o brandom. Atrás, de casaco ECAno o Régener, Dym, Bradd e Natham.
Um sábado bom por 2 principais razões:
1. Conhecer a pinacoteca-- um dos melhores museus de São Paulo-- de graça! Os gringos da foto estavam com fome, mas adoraram. Gostei do ambiente, da coleção brasiliana, com quadros do Brasil colonial e das esculturas francesas.
2. Ter boas conversas com os gringos.
O ponto alto do dia foi a volta para casa. Eu e a Scarlat nos despedimos dos gringos e continuamos falando entre nós dois.... em inglês! Não conseguíamos continuar falando português.
A semana foi difícil, mas pontuada por alguns “gracespots” superimportantes. Vou contar:
*Domingo: Estava chateado com a vida e com Deus, querendo um descanso. O momento mais difícil foi quando, depois de muito enrolar, fui lavar algumas de minhas roupas no tanque e quase chorei. Fui para a igreja, mas passei quase incólume pelo culto.
O momento especial aconteceu pela manhã, quando dei um abraço na Eva e disse que ela, a Nalva e o Fernando eram grandes bênçãos na minha vida. O mais emocionante foi ela dizer, muito sinceramente que eu era realmente uma benção na vida dela.
* Segunda: dia de seminário. Pedi dinheiro empresado, ainda estava bravo com a vida e foi dia de seminário. Briguei com meus colegas e falei uma parte quase que inexpressiva do trabalho. Não achei a minha carteira nem fui para o remo. Horrível. Entrei mais ainda em crise.
Um momento em que senti um pouco de alegria foi quando fui no Instituto de Matemática e estatística e ajudei, junto com o Regener, o Ryan a falar de Jesus a um rapaz, o Iuri. Ele tinha um bocado de dúvidas sobre a vida e estava buscando uma razão para viver. Acabamos, depois de falar muito, dizendo que a nossa razão de viver é Deus. É para ele que existimos, fomos criados vamos em frente. Orei pelo Iuri e voltei para o estágio. Quase feliz.
Não consegui ler um versículo na segunda. Abri a bíblia e logo dormi.
*Terça: Deus ouviu a minha oração! Que bom que Ele não muda, nem quando está nos ensinando coisas. O dia foi uma ilha de graça.
Ainda estava de mal-humor de manhã, decepcionado comigo mesmo e com, a vida. Nesse mês tinha decidido economizar um pouco deixando de pegar o ônibus na ida para a faculdade. Como perdi minha carteira, o sacrifício perdeu todo o sentido, pois, além do prejuízo, passei a pagar o dobro pela passagem de ônibus. Não duvidem que isso me deixou furioso e me fez sentir um idiota.
Depois de andar uns dois quilômetros, cheguei à USP e tomei o circular. Encontrei uma irmã da igreja que acabara de dar à luz. Mãe de primeira viagem, teria problemas para descer o carrinho segurando o bebê. Dispus-me a descer um pouco mais longe para ajudar, e aí veio o momento de graça. Emocionado, segurei pela primeira vez um bebê de um mês.
No início da noite, fui conhecer a nova casa do Breno, a Casa do Estudante de Medicina. Muito chique. Antes de ir, só por desencargo de consciência, resolvi procurar minha carteira num lugar inusitado e... surpresa: lá estava ela, com tudo, até o dinheiro. Agora é só desbloquear meu bilhete único. Novo gracespot.
Voltei para casa depois de uma boa conversa, cheia de histórias engraçadas, com o Régener, o Breno e o Wagner. No meio da estação de metrô, encontramos o Guilherme, que mora perto de mim. Eu e o Breno vimos, surpresos, ele perguntar a um rapaz pedinte se precisava de comida e continuar a conversar por mais uns dez minutos com ele.. No final, foi até ao carro buscar uma calça jeans e voltou.
Lembrei que Jesus costumava andar com o tipo de pessoa desprezado pela sociedade de seu tempo. O gadareno doente mental, por exemplo, estava numa posição bem inferior ao mendigo do metrô. Jesus o tirou do cemitério, curou-o e transformou num missionário. Penso, então, no meu papel como corpo de Cristo. Fico feliz que o Guilherme tenha dado tanta importância ao rapaz, mas me pergunto que diferença fiz na vida dele e na vida dos indigentes que vi naquele passeio, naquela semana. Não acho que tenho sido grande. Para mim são apenas indigentes. Contudo têm nomes, idades, dores e histórias sobre as quais poucos querem ouvir.
No fim, foi uma carona superlegal até cantamos nossa músicas favoritas.
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Falei muito da graça nesse fotolog. Acho que Deus quer que eu a empregue mais em direção aos outros. Mas, de que maneiras?
esse fotolog está muito irritante. soa falso, infantil e sem sentido. precisa de um upgrade.