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um sentimento tão forte, eu sei que tive sorte.
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um sentimento tão forte, eu sei que tive sorte.

11/5/09
minha mãe me perguntou porque eu insisto em passar por isso; ficar horas em uma fila, em pé no sol para morrer sufocada, morrer de sede, sentir um calor absurdo, zilhares de pessoas me empurrando, não conseguir mexer os pés e muito menos conseguir respirar. eu respondi 'porque vale a pena'. e eu não acho que ela tenha entendido. na verdade, acho que pouquíssimas pessoas entendem.
eu já cansei de tentar explicar o meu amor pelo cine. é ridículo, parece que todas bandas que eu gosto no ano seguinte estão estourando na mtv. tenho provas. links aqui no fotolog, do ano passado, divulgando o myspace deles. post com letra de música deles. e quando eu surtava com alguém sobre eles, a resposta era sempre a mesma, "quem?!?". sempre. não importa se acham que é mais um amor desses de modinha, de nx zero, de fresno, do caralho a quatro. não me importo com o que as pessoas ficam falando, porque elas não me conhecem. elas não sabem o quanto eles me ajudaram.
tudo começou com o término do meu namoro, em agosto/08. foi o mês mais difícil da minha vida, só me torturava ouvindo músicas tristes, que me lembravam o passado. eu só chorava. até que um amigo de são paulo foi num show do cine, na época ainda completamente underground, e disse "cara, ouve essa música". era dance e não se canse. foi amor a primeira ouvida; aquilo passou a ser o meu combustível, aquele 80's. ouvia o tempo inteiro, e ao ouví-los, eu conseguia parar de pensar em tudo. me perdia nos uô-uô e ie-iês, me sentia o mais feliz que era possível, naquele momento. era uma influência bizarra; eu tinha o meu momento de ouvir cine, não podia ser interrompida. era a minha hora de ser feliz, de me alienar do mundo real. e é assim até hoje.
des daquela época, eu achava que um show do cine era uma idéia surreal. afinal, eles nunca saiam de são paulo. porque diabos viriam pra BH? esperei, esperei, esperei. eles lançaram garota radical, ganharam o prêmio multishow, assinaram com a universal, ganharam o vmb. e eu só observando. só esperando. eu sabia o que viria pela frente; eu sabia que aquela seria a próxima banda "do momento", sabia que teria milhares de menininhas gritando por aqueles que antes eram desconhecidos, apenas mais uma bandinha de são paulo tocando no hangar, na tribe. acabariam virando o "amor da vida delas", o "ar que elas respiram", "a razão delas existirem", e outras pieguices do tipo. dói assistir isso; dói pois é um dilema, querer ver o crescimento deles, querer que eles estejam sempre vencendo. e ao mesmo tempo, querer tê-los só para mim, do jeito que era antes. de qualquer jeito, o sucesso traria eles até à mim. esperei, esperei, esperei. assinei listas pedindo para eles virem, divulguei, pedi pra todo mundo assinar. era o meu sonho; mais um deles. eram os meus meninos.
até que saiu a data de BH. os rumores já estavam rolando, via twitter, e a falta de confirmação tava me deixando louca. eu não queria ficar feliz por algo que poderia ser mentira; doeria muito mais acreditar para me decepcionar depois. mas foi realmente confirmado. belo horizonte, 01 de novembro, music hall, bh pop festival. meu coração parou de bater. era verdade.
toda a espera foi desorientadora. o medo de não conseguir, o presente vindo da /gravollet, o meu ingresso em mãos. a ficha não caiu. eu ia ver eles, e a cada momento que esse pensamento passava pela minha cabeça, era um sonho, e não um fato. eu ia ver eles. e meu deus do céu, eu vi.
cheguei no music hall às 13:00h da tarde. eu, o namorado e mais duas amigas. a fila já estava enorme. esperar até 16h foi doloroso. as fãs de cine nunca foram as minhas preferidas, ainda mais tendo restart no meio. tudo que eu queria era ver os meus meninos, fazer toda aquela espera valer a pena. até que começa uma correria. passa uma van. as grades são montadas em direção a uma das entradas da casa. minha respiração falhou; eu corri, grudei a barriga naquela grade, e esperei. até que a van chegou, estacionou. abriu a porta e saiu o dash. eu não sabia se gritava, se tentava tirar foto, se tentava pegar na mão dele. todos foram saindo, um a um, exceto o dh e o dan. ver o dave, o bruno.. sem explicação. mais perto do que jamais estiveram. peguei no braço do bruno. ver aquele sorriso no rosto deles, a surpresa por terem um público tão grande e tão apaixonado.. lindo, lindo, lindo. depois da confusão, de volta a espera. da fila aos primeiros shows, foi interminável, praticamente insuportável. quando eu entrei no music hall, meu coração acelerou. a hora tava cada vez mais próxima.
as bandas foram tocando, lentamente. eu estava a duas fileiras da grade. eu assistia os shows com 10% da minha atenção, não conseguia parar de pensar na hora que eles estariam ali, na minha frente. veio pipeline, que tocaram first date, mas o vocalista errou a letra. logo depois, quarter. tocaram i gotta feeling, foi emocionante pra caralho. meu coração tava descontrolado. 'i gotta a feeling that tonight's gonna be a good night'.. continua nos comentários

Guestbook Comments (3)

ele não sabia o QUANTO estava certo. daí, tocou a izi. rolou cover de paramore, lady gaga. bonitinho. depois, radioquest. meio ruim, tocaram só covers chatos, jonas brothers, mcfly, hannah montanna. wtf? depois a vocalista do izi subiu no palco de novo, e cantou katy perry com a banda. comecei a ficar nervosa. e cada vez mais próxima da grade. o próximo show era restart, e foi quando eu cheguei na grade, de vez. morrendo esmagada, as pessoas começaram a enlouquecer. assisti o show inteiro de braços cruzados. um dos piores shows que já vi, sério. o pe lanza tem a voz podre, usa uma calça mais apertada do que uma legging, além de ser feio. as músicas são chatas, repetitivas, sem criatividade e imitam o cine. foi a maior espera, a que pareceu durar toda a eternidade. daí, acabou. apareciam os staffs do cine, arrumando o palco. nada muito demorado, como os das outras bandas. tempo suficiente para me pegar de surpresa; eles entraram.
o dh foi o primeiro que eu vi, cantando aquele amado refrão; 'se você quiser, o meu mundo é seu. se parecer confuso, eu mudo, preciso de alguém aqui como você'. todos foram aparecendo, um a um. bruno, dan, dash, dave. foi surreal. a palavra que chega mais próximo do que eu senti naquele momento. o dh é maravilhoso. aquele sotaque lindo, dá vontade de abraçar, pra sempre. carismático, carinhoso, empolgado, fofo, lindo :') o bruno, uma gracinha! sorriso lindo, super simpático. o dan é mil vezes mais bonito pessoalmente!

parecia ser o mais tímido, mais meigo e amado. o dash no seu cantinho, ainda mais bonito do que em foto, todo sorrisos e amor. e ele, lá atrás. o meu dave; o mais lindo, puuuro amor, sorrisos, beijinhos, piscadinhas, AI, DEUS. música atrás de música, meu corpo inteiro estava dormente, minha voz falhava de tanto gritar. fotos e mais fotos, sorrisos e mais sorrisos vindo do dh, apontadinhas, apertos na minha mão. eu morria cada vez mais; gritava com toda a minha força, olhava pra eles e não acreditava que aquilo tava realmente acontecendo. nada ao meu redor fazia diferença; não importava se eu não conseguia respirar, nem me mover, se eu tava morta de sede, se minhas pernas não aguentavam mais ficar em pé. eles estavam na minha frente, cantando as minhas músicas preferidas, e eu estava realizando um sonho. surreal, perfeito. um dos melhores dias da minha vida. quando começou as cores, meus olhos enxeram de lágrimas, eu não conseguia mais segurar. eu estava de frente para o dh, literalmente. só uma grade nos separava. ele olhava pra mim com aquele sorriso lindo, como quem diz "não chooora". eu chorava ainda mais, é claro. um pouco antes de garota radical, ele disse que iria jogar uma camisa. eu nunca imaginei que pegaria, minha sorte pra esse tipo de coisa é inexistente. mas peguei. foi uma jogada bem direcionada para onde eu estava, não sei se isso foi intencional ou não. era simplesmente impossível não pegar. eu abracei a camisa, com todas as minhas forças,

enquanto um milhão de fãs descontroladas tentavam pegar. era minha, não adiantava mais. o dh me deu a minha primeira camisa do cine :') veio garota radical, o music hall explodiu em "uô-ô", o dh e o bruno dançaram, teve bandeira de minas gerais no aparelho do dash, teve fã louca subindo no palco e agarrando o dh e o bruno, teve beijinho e piscadinha vindo do dave, teve o dh pegando na minha mão, teve o dh falando comigo, perguntando se eu tava cansada, teve eu morrendo, on and on, até o final de "dance e não se canse", quando minhas lágrimas secaram, eu saí cambaleando daquela grade e tremia da cabeça aos pés. abracei o namorado, assim que eu o encontrei, e chorei. chorei, chorei. eu estava horrorosa, meu cabelo super alto, chapinha foi pro saco, mas o maior de todos os sorrisos estava no meu rosto, no meio de lágrimas. sem palavras.
obrigada dh, dave, bruno, dash e dan, por fazerem desse primeiro de novembro um dia inesquecível. valeu cada esforço, cada espera, cada lágrima, cada gota de suor. valeu TUDO, valeu mais a pena do que qualquer outra coisa que eu tenha feito na vida. eu não sei onde isso vai parar, cada show que eu vou supera o anterior.. e o de vocês superou.
eu amo vocês demais, demais, demais.. demais.
da próxima vez, que venham as fotos e as horas conversando com vocês. o céu é o limite, certo? :) ♥

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