Às vezes certo, as vezes meio confuso.
6/2/09
Um lápis sem ponta é incompleto. Não serve para nada. É apenas um enfeite.
Penso que, muitas vezes, somos mais medrosos ou covardes do que o lápis.
Quantas vezes sentimos que estamos perdendo a capacidade de escrever? – seja por causa da rotina, pelo desleixo, pela acomodação, pelo descuido das pequenas coisas, mas, não temos coragem de enfrentar o apontador e nos refazer? Será medo?
Sabemos que afiar a ponta significa, quase sempre, cortar excessos, aparar o que está sobrando e dificultando, retomar caminhos, abandonar atitudes e vícios, às vezes, já arraigados, mudar comportamentos, olhar em outras direções, pedir desculpas, superar o egoísmo, o narcisismo, perdoar... Isso é muito difícil.
Mas voltemos, ao passar pelo apontador, o lápis foi cortado em sua parte externa, mais também em seu interior.
O grafite interno também foi modelado, renovado. Para que escreva melhor, a ponta precisa ser feita por inteiro.
O mesmo acontece conosco. Ou apontamos nosso lápis e refazemos nossa capacidade de escrever nossa história, deixando-nos modelar externa e internamente, ou seremos como um lápis sem ponta, sem utilidade, sem significado.
É hora de passar pelo apontador.
Post: ao som de: Ira! - Tarde Vazia.mp3
Pela janela
Vejo fumaça
Vejo pessoas...
Na rua os carros
No céu o sol e a chuva
O telefone tocou
Na mente fantasia...
é.