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11/20/09
Amar, amar, amar e amar. Será que é isso que eu quero para minha vida, onde esse verbo se conjuga cada vez menos?
Quando tudo parece bom algo desanda, desaba, cai e tudo vai por água a baixo e lá vamos nos tentar jogar bóias e salva vidas. Eu disse bóias e salva vidas? Não, ninguém joga isso ou aquilo, as pessoas fogem, as pessoas se escondem, as pessoas somem. Porque é hora de ajudar e elas estão mais interessadas em usar. Exatamente isso, USAR. Se você não está disponível para o que eu quero agora, desculpa, mas você não serve.
Você não pode me dar? Então não vou te ver.
Você não pode me escutar? Vou ficar emburrada.
Eu estou com grana? Desculpa, mas hoje você não existe.
Eu estou sem grana? Onde esta você para me escutar.
Você quer se divertir? Vai tomar no &%.
Usar, usar, usar e usar esse verbo está substituindo o tão sonhado amar.
Chego à conclusão que eu não sou desse mundo. Não sirvo para usar nem ser usada. Não me cabem pessoas pela metade. Essas metades eu estou jogando no lixo, lugar dos restos. Não me servem interesses momentâneos. Fecho-me no meu mundo bolha e aqui permaneço, com minhas músicas, minhas folhas e telas em branco e meus pensamentos que não param um minuto.
Todo mundo usa todo mundo, tudo é um jogo de interesses, tudo isso não é aquilo