Observado, vigiado pelos seus olhos, que vão além da minha superfície, me invadem sem esforço ou resistência, até a estrela nua que vaga em mim e nem mesmo eu alcanço, como se fosse um anjo sentado num balanço, tocando a lua com os pés.
Acuado, amarrado sem cordas, entregue ao seu desejo. Confio no que se estabelece invisível entre nós. Então me dou: agora sou apenas sentidos, sensações, sem fronteiras, sou apenas espaço, me desfaço no vento, me refaço em seu corpo como uma segunda pele - meu suor vem de ti.
Movimentos, o peso da carne, nós misturados da boca ao sexo. Braços e pernas constroem molduras da nossa paisagem e nos dão equilíbrio para navegar num infinito mar de prazer.
Faço das suas entradas meu altar.
Explosão!...respiração...silêncio...
Há muito de nós nas nossas línguas. Há muito de nós virando luz.
O descanso em nossa cama de nuvens e pétalas e a recompensa por conhecermos tão bem nossos caminhos.