7/5/09
Ver alguém sustentando seu peso corporal com a ponta dos pés nos últimos centímetros de firmeza no precipício. O corpo se inclina e desequilibra propositalmente sendo levado pelo vento, dançando ao ar livre, até que a queda acaba num estouro.
Observar um pedaço de metal adentrar no organismo de carne e líquido de pigmento vermelho, estraçalhando com o órgão atingido, perfurado, morto.
Talvez tudo isso seja a minha tristeza com sensação de impotência ao ver um amigo querido lastimando com as vistas escurecidas por causa da sua perda.
Mas, a esperança são nossas pernas.
Michele T. Dietrich
Obrigada Michi