8/13/07
Nasci sonhando e assim seguirei até meus últimos dias. Desde que me dou por gente, me pego em milhões de suspiros, desejando coisas aparentemente impossíveis. Sonhava ao dançar, sonhava ao caminhar, sonhava dormindo, acordada, na piscina ou cantarolando. Sempre vestida a caráter encarava minha imaginação como se fosse realidade. Planejava, inventava, e, muitas vezes, alcançava. Foi assim que fui surgindo, fui crescendo, sonhando e realizando.
Sempre fui muito intensa em tudo e, por isso, já quebrei a cara muitas vezes. Já sofri os mais variados tipos de decepção, tão variados que não se acabam nunca. Sempre as pessoas que mais amo, aquelas do topo da listinha, me surpreendem com uma vida completamente nova e somem. Sofro até hoje por cada uma das pessoas que perdi e continuo perdendo. Acho que esse sofrimento se chama esperança.
O corpo pode mudar, a mente “amadurecer”, mas continuarei acreditando no “para sempre”, sonhando, criando, imaginando, e nunca deixando de ser criança, de ser eu.