“Respirou fundo. Morangos, mangas maduras, monóxido de carbono, pólen, jasmins nas varandas dos subúrbios. O vento jogou seus cabelos ruivos sobre a cara. Sacudiu a cabeça para afastá-los e saiu andando lenta em busca de uma rua sem carros, de uma rua com árvores, uma rua em silêncio onde pudesse caminhar devagar e sozinha até em casa. Sem pensar em nada, sem nenhuma amargura, nenhuma vaga saudade, rejeição, rancor ou melancolia. Nada por dentro e por fora além daquele quase-novembro, daquele sábado, daquele vento, daquele céu azul – daquela não-dor, afinal”
(Caio F.)
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“Respirou fundo.
Morangos, mangas maduras, monóxido de carbono,
pólen, jasmins nas varandas dos subúrbios.
O vento jogou seus cabelos ruivos sobre a cara.
Sacudiu a cabeça para afastá-los
e saiu andando lenta em busca de uma rua sem carros,
de uma rua com árvores,
uma rua em silêncio onde pudesse caminhar
devagar e sozinha até em casa.
Sem pensar em nada,
sem nenhuma amargura,
nenhuma vaga saudade,
rejeição, rancor ou melancolia.
Nada por dentro e por fora além daquele quase-novembro,
daquele sábado, daquele vento,
daquele céu azul – daquela não-dor, afinal”
(Caio F.)