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Abro uma caixa esquecida no canto do quarto. Empoeirada. Velha. Humedecida do tempo acinzentado. Ao abrir, um cheiro a pó. E um misto de curiosidade e indiferença se apodera de mim. Numa primeira vista, apenas papéis, apenas palavras, apenas uma caixa. Abro um desses papéis, guardados, já estragados. Dobrado em quatro, bem vincado, como se quisesse guardar um segredo minucioso, estava uma carta. Li letra por letra. Falava de sentimentos que há muito não sentia. Estavam escritas palavras que há muito não escrevia. Palavras esquecidas, atiradas ao vento. Sentimentos adormecidos, que sobressaltaram num momento. Cartas escritas ao ritmo de um sentimento... Voltei a fechar aquela carta, vigorosamente, e voltei a guardá-la. No mesmo sítio, na mesma caixa, no mesmo canto. Porque as palavras que não disse um dia, não se repetem. Jamais. Voltarei a não falar de muito, mas calarei sentimentos diferentes. E esta foi a carta que nunca te escrevi... A carta que guardei. A carta que relatou durante tanto tempo o bater daquilo que em mim sente. Uma carta sem remetente...
11-06-2008
sophia_teles said on 6/15/08 1:22 PM …
Lindooo o texto!!!
Amei!
Saudades meu amor, saudades!
kero ter-te brevemente kmg ;)
Bjão
siker_oner said on 6/17/08 10:54 AM …
lindo o texto...........
5* mm....
bjs
patii_i said on 6/17/08 2:47 PM …
Tão linda ('=
Dois beijinhos '
fulah45 said on 6/19/08 9:36 AM …
um bjiinhu phOpho *
chipelo_4 said on 6/27/08 1:39 PM …
jinhux
aurea_filipa said on 6/14/08 11:47 AM …
grande foto grande texto.....
beijinhos