Fim da primeira temporada de Luizinho, O Livro
Pra você que nunca teve paciência de ler, querendo saber o que aconteceria logo no próximo capítulo, está aí a chance de ler com o carro parado.
A verdade é que eu nem terminei ainda de escrever a próxima parte do livro. Eu já comecei, mas não terminei, nem sei o que vai acontecer. Se você acha isso esquisito, entenda que quando desci a caneta no papel pra escrever a primeira linha, não sabia o que escrever na segunda. Quando terminei o primeiro capítulo, não sabia como começar o segundo. E assim por diante...
Por motivos pessoais, relacionados com uma vida errante, eu não poderei continuar atualizando este fotolog, ou mesmo me concentrar em escrever sua matéria prima. Nem sei quando terei um computador de novo, ou uma gaveta, um cabide, ou um lugar para chamar de lar. Pretendo morar em dois países diferentes no próximo mês, e não tenho nada além daquilo que carrego comigo, e alguns amigos do peito com os quais posso contar.
É isso.
Na foto, Luizinho e eu, conversando qualquer bobagem. Excerto de uma vida longínqua, quando eu também me sentia apenas o personagem de um um enredo pouco criativo. Alguém com uma estrada inegavelmente pré-estabelecida à minha frente pra trilhar. O tipo de livro que você sabe o final depois de ler as primeiras linhas.
Era um livro decente, eu admito. Eu me sentia seguro, mas, sei lá... Eu não me sinto mais seguro. De alguma forma estranha, acho que isso é mais real. Eu posso morrer hoje à noite.
Pra você que foi doce o suficiente para ouvir minhas palavras, antes que eu partisse, obrigado.
Um abraço forte.
É dificílimo perceber, na maior parte do tempo, mas também é verdade.
Nós somos todos irmãos.
Talvez eu volte.
Um abraço...
On May 11 2007
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