7/20/09
Ele, que tão rico e interiorano, acha tudo muito "Chique!". Eu, que tão ingênua e bruta atendo ao seu primeiro chamado, como um animal adestrado obedecendo ao dono (o prazer). Ele me dá uma migalha do carinho de que preciso (não faz diferença). Em meio ao apartamento sempre tem um perfume, um coração brega de pelúcia e fotografias na sala que nunca s(er)ão minhas. Eu finjo que não vejo, que sou autosuficiente, não tô nem aí. Entro no quarto de cigarro na mão e dou um último trago antes de cumprimentá-lo com um beijo na testa (acho que ele percebe o quanto eu sou tonta e vulnerável). O que me resta é dar a minha (pen)última trepada antes de levantar da cama do nada dizendo que vou embora, como se não quisesse ficar ali com a cabeça recostada em seu ombro e o corpo "despretenciosamente" ao seu lado. Ele não se mexe, finge que dorme, dá um belo sorriso de olhos fechados e se despede com um beijo ensaiado de língua que eu conheço tão bem. Eu saio, me atrapalho ao abrir a porta, páro, observo cada canto da sala em L, contemplo a vista para o mar e abro a porta da frente aflita. Sempre pela (pen)última vez.
E sempre voltamos....como se nada tivesse acontecido.
hunft.
Lindaaaaaaaaaaaaa.
Sumemoooooooooo.
Bjotas sonoras.