***Assunto de Interesse Público***
7/2/09
Artigo Científico que prova que o Guaíba é um RIO!
Professor Elírio Toldo Jr. CECO/IG/UFRGS*
Docente Permanente Orientador de Mestrado e Doutorado, Professor Adjunto, Pesquisador 1D CNPq .
toldo@ufrgs.br
Linhas de Pesquisa: Geologia Marinha; Geologia Costeira
Currículo Lattes: Atua na área de Geociências, Rios e Lagos. Artigos Científicos publicados, Doutorados e Mestrados.
“RIO GUAÍBA”
Colaborador: Luiz Emílio Sá Brito de Almeida Professor IPH/UFRGS
Os canais dos Rios Jacuí, Caí, Sinos e Gravataí, convergem para o delta do rio Jacuí, e daí seguem pelo leito do Guaíba como um único canal até a Ponta do Itapuã. É um canal natural de 50 km de comprimento e 8 metros de profundidade, que resulta da captura fluvial e mantém uma largura e profundidade suficientes para permitir a navegabilidade ao longo de todo o seu perfil.
Este canal desaparece no leito da Lagoa dos Patos por soterramento. Aqui a deposição de sedimentos preencheu este canal e canais de outros rios e os cobriu com uma camada de lama de mais de 6 metros de espessura, durante os últimos milhares de anos.
No entanto, ao longo de todo este tempo, o Guaíba com o vigor dos seus escoamentos restringiu a deposição de lama, preservando a forma do canal principal, diferentemente do destino que tiveram os canais no interior da Lagoa dos Patos.
No Guaíba, num rio, ocorre o inverso do que normalmente se observa em um lago, lagoa ou laguna, locais onde a circulação restrita favorece a deposição. No Guaíba prevalecem os escoamentos, que acompanham os gradientes do terreno submerso, numa direção preferencial ao longo do ano todo, para sudeste.
Os fluxos são tão expressivos em volumes e velocidades que o tempo de residência da suas águas, entre a Usina do Gasômetro e a Ponta de Itapuã, é em média de 10 dias.Ou seja, as vazões da rede de drenagem que ingressa no Guaíba são suficientes para renovar as suas águas e transportar os sedimentos suspensos num curto intervalo de tempo, numa escala de fluxos correspondentes aos rios de montante, de modo bem diverso da Lagoa dos Patos onde este tempo é medido em meses.
O canal principal também exerce um controle na distribuição dos sedimentos finos depositados no fundo, preferencialmente ao longo do seu eixo.Lagos, lagoas e lagunas não possuem este modo de escoamento, nem um curto tempo de residência, nem canais controlando a sedimentação.
O Guaíba, além dos seus escoamentos e do canal, possui uma ampla superfície exposta a ação dos ventos que favorecem o desenvolvimento das ondas. Esta outra forçante hidrodinâmica possui direção de propagação e intensidade diretamente proporcional a força dos ventos incidem sobre as margens com energia suficiente para construir extensas praias e pontais arenosos e,também movimentar constantemente as areias presentes no fundo do raso Guaíba.
Portanto, podemos com base em fundamentos Hidrodinâmicos, Sedimentológicos e geomorfológicos afirmar que parte da rede hidrográfica de sudeste do estado do Rio Grande do Sul alcança os seus limites mais distais no interior do Guaíba até a Ponta de Itapuã, local onde ocorre transição do rio, Rio Guaíba, para outro ambiente, a Lagoa dos Patos.
*Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica
CECO – IG – UFRGS
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OBS: O “ATLAS DE PORTO ALEGRE” NÃO FOI ELABORAO pela URFGS, e sim pela FAURGS, semelhante à FATEC, ambas com NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS com o DMAE, SMAM, Copesul e Condor!
bom, essa história é antiga, desde os primeiros aventureiros por essas terras q se discute isso....
mas na real, pouco me importa a "classificação"!!!
que mania de rotular tudo, mais fácil simplesmente chamar de GUAÍBA e pronto!!!!
hehehehehe