10/26/06
VALE A PENA LER O TEXTO!! =*
Coração Puro
Éramos a única família no restaurante com uma criança. Coloquei Daniel numa cadeirinha apropriada. De repente, Daniel gritou animado, dizendo: “Olá, amigo!” batendo na mesa com suas mãozinhas gordas. Olhei em volta e vi a razão de seu contentamento. Era um homem andrajoso, com um casaco jogado nos ombros: sujo. engordurado e rasgado. Suas calças eram trapos com as costuras abertas até a metade, e seus dedos apreciam através do que foram, um dia, os sapatos. Sua camisa estava suja e seu cabelo não havia sido penteado. Seu nariz tinha tantas veias que parecia um mapa. Asseguro que cheirava mal.
“Olá, neném, Como está você”?, disse o homem a Daniel que continuou rindo e respondeu, “Olá, olá, amigo!!!”.
Todos no restaurante nos olharam e logo se viraram para o mendigo. Trouxeram a comida e o homem começou a falar com o nosso filho como um bebê.
Talvez, estivesse bêbado. Estávamos envergonhados. Comemos em silêncio; menos Daniel que estava super inquieto e mostrando todo o seu repertório ao desconhecido, a quem conquistava com suas criancices. Finalmente, terminamos. Minha esposa foi pagar a conta e eu lhe disse que nos encontraríamos no estacionamento. Estufei um pouco o peito, tratando de sair...Daniel se voltou rapidamente na direção onde estava o velho e estendeu seus braços na posição de “Carrega-me”. Antes que eu pudesse impedir, Daniel se jogou dos meus braços para os braços do homem. Rapidamente, o velho fedorento e o menino consumaram sua relação de amor. Daniel, num ato de total confiança, amor e submissão, recostou sua cabeça no ombro do desconhecido.
O homem fechou os olhos e pude ver lagrimas correndo por sua face. Suas velhas e maltratadas mãos –cheias de cicatrizes, dor e trabalho duro – suave , muito suavemente, acariciavam as costas de Daniel. Nunca dois seres haviam se amado tão profundamente em tão pouco tempo. Eu me detive, aterrado. O velho homem, com Daniel em seus braços, me disse com voz forte e segura. “Cuide deste menino”.
Com um nó na garganta, eu respondi: “Assim o farei”. Ele afastou Daniel do seu peito, lentamente, como se sentisse uma dor. E o velho homem me disse: “Deus o abençoe, senhor. Você me deu um presente maravilhoso”. Não pude dizer mais que um entrecortado “obrigado”. Já com Daniel nos meus braços, caminhei rapidamente até o carro. Minha esposa perguntava por que eu estava chorando e segurando Daniel tão fortemente, e por que dizendo: “Deus meu. Deus meu, me perdoe”.
Eu acabava de presenciar o amor de Cristo através da inocência de um pequeno que não viu pecado, que não fez nenhum juízo; um menino que viu uma alma e uns adultos que viram um montão de roupa suja, Fui um cristão cego, carregando um menino. Eu senti que Deus estava me perguntando:”Estás disposto a dividir seu filho por um momento?”, quando Ele compartilhou Seu Filho por toda a eternidade.
O velho andrajoso, inconscientemente, me recordou: "Eu asseguro que aquele que não aceite o reino de Deus como um menino, não entrará nele." (Lucas18 - 17).
Apenas repita esta frase e verá como Deus se move: "Senhor Jesus Cristo, te amo e te necessito, vem a meu coração, por favor".