O tal do Amor.
11/8/09
Um dia, sentado em um banco de uma praça, um Senhorzinho pediu para se sentar ao meu lado.
Com muita paciência abriu um saco de pipocas e começou a distribuir para um bando de pombas.
Começou a me contar sobre sua vida.
Contou-me todas as suas historias que atravessavam continentes e sobreviviam séculos. Contou-me histórias engraçadas e tristes sobre sua existência. Contou-me o quando era procurado pelas pessoas e confundido por outros amigos seus que dividiam quarto em seu asilo.
Nas visitas rápidas que ele fazia para as pessoas. Nos seqüestros que ele escapou com vida de pessoas totalmente desorientadas e que também tentaram compra-lo.
Na presença dele em casamentos, partos e despedidas.
Se gabou que seu nome já virou musicas, suas histórias em telas de cinema, cartas, livros, sonhos e fotografias.
O quanto escutava seu chamado enquanto o Mundo encostava a cabeça no travesseiro.
Me revelou que não levava o menor jeito com planejamentos e posses.
Que ele sempre achava as pessoas que não o procuravam. E que as vezes passava desapercebido.
Assim que acabaram as pipocas ele se levantou e disse que nos veríamos mais em breve. E que todos meus amigos, familiares e conhecidos já teriam ouvido falar o seu nome.
E assim colocou seu chapéu e partiu sem se despedir.
Se um dia você o ver, deixe-o ficar o tempo que for. Faça-o sentir se a vontade. E não lhe cobre nada. Por que ele sempre terá hora marcada para sair.
Fiquem bem.
"Se um dia você o ver, deixe-o ficar o tempo que for. Faça-o sentir se a vontade. E não lhe cobre nada. Por que ele sempre terá hora marcada para sair."
lindo