Entre conexões e suspiros magnéticos...
Suspirou.
Nada de mais.
Na gargarta apenas um eletrodo.
Suspirou novamente e viu faíscas.
Não mais lágrimas, não mais dor!
Um clarão. Não, não era o paraíso;
À sua volta uma platéia.
Não podia se movimentar livremente;
Outro suspiro.
Sentiu-se dividido em mil partes...
De repente estava como que onisciente!
Não mais só o observado,
mas também os observadores.
Milhões de suspiros...
Podia sentir cada corpo em sua volta,
conseguia ver pelos olhos de todos.
Perdeu a noção do espaço...
Daquela multidão sem face, quem era?
Milhões de bocas, milhões de ouvidos,
milhões de olhos...
Paralizado ali ficou, até perder a onisciência.
Suspirou.
Sentiu-se novamente observado.
A platéia foi desaparecendo aos poucos.
O nada foi se expandindo;
O nada o atingiu.
Estava também desaparecendo;
Sobrou apenas um nada absoluto...
Antes de sumir completamente,
uma última idéia surgiu,
antes do último suspiro.
Sumiu no infinito com apenas uma certeza:
não estava sonhando,
mas era o próprio sonho...
On July 06 2008
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