8/16/09
17:59.
uma quarta-feira qualquer.
e eu me vi presa no desânimo por não encontrar mais tempo nesse último minuto. e eu só não quero que o tempo passe tão depressa qdo eu mais preciso dele. egoísta!? não, prefiro considerar como uma habilidade-de-interpretar-as-condições-reais-necessárias-no-momento.
uma das poucas coisas que me desconforta no ritmo do dia é ter que ficar depois do expediente. posso enrolar uma-hora-e-meia de devaneios em uma caminhada que normalmente me ocupa apenas quinze minutos, mas isso é conseqüência dependente do que eu preciso e quero no instante em que decido me atender.
um pássaro levantou vôo e eu só me dei conta na hora que olhei pela janela do sexto andar onde meu cérebro estava imerso no morno daquele dia em que eu deixei de escutar uma voz linda e suavemente (“it’s alright, it’s alrightm it’s aaaalrightm, she moves in mysterious ways...”), para ouvir o ronco do motores de carros velhos combinando com o jeito que aquele dia se mostrou.
depois de tempos consegui me sentir ali/aqui de novo e eu entendi o pq de sempre querer voltar x)
o pôr-do-sol é definitivamente lindo, mas tem dias que ele é só especial.