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Historia de Joni Eareckson Tada -



Em um dia de verão, em 1967, minha irmã Kathy e eu resolvemos ir à praia e nadar, para aliviar um pouco o intenso calor que fazia. A água estava escura e com um tipo de lodo. Sem ao menos checar a profundidade do local subi a uma balsa que estava ancorada, posicionei meus pés bem na borda, respirei fundo e mergulhei com tudo! Minha cabeça bateu com toda força em alguma coisa muito dura, talvez em uma pedra, e ouvi um grande estalo. Senti um estranho choque bem atrás do meu pescoço. Eu estava imersa na água e completamente atordoada.
Meu corpo foi flutuando, deslocando-se aleatoriamente sem que eu tivesse como comandá-lo. Eu não conseguia chegar à superfície. Meus pulmões gritavam por ar, mas cada vez que eu abria a boca só conseguia “respirar” água.

Então, alguém me pegou e me empurrou em direção à luz e ao ar puro. Era minha irmã. Só me lembro dos meus olhos terem encontrado os dela, após ambas olharmos para meus braços, que pendiam inertes e boiavam. Eu só consegui dizer:
- Kathy, eu não estou sentindo meu corpo!
Nessa hora, um banhista veio em nosso socorro, ajudou a me colocar em uma bóia e a me retirar da água. Uma ambulância já havia sido chamada e chegou em seguida.
Dentro de uma hora eu já estava no Pronto Socorro de um hospital. As enfermeiras tiraram meu maiô molhado, meus anéis e minha corrente do pescoço. Minha cabeça pendia ao longo do corpo. Aos poucos fui perdendo minha consciência.

Depressão

Meu acidente de mergulho conduziu-me a um estranho e amedrontador mundo de odores anti-sépticos, tubos e aparelhos. Por vários meses fiquei deitada em um tipo de prancha com uma lona ao redor. Ali iam me revezando: eu ficava horas virada para cima, e em seguida para baixo, para evitar as escaras. Porém, infelizmente, não adiantou muito porque depois de alguns meses eu havia emagrecido tanto, que meus ossos literalmente começaram a perfurar minha pele. Decorrente disso sofri outras cirurgias e fui obrigada a ficar mais tempo na prancha giratória.
Em meio a isso tudo, uma grande depressão instalou-se em minha vida. O tempo todo eu questionava: “Deus, como o Senhor permitiu que uma coisa dessas acontecesse comigo? Eu já te conhecia como meu Salvador. E, se essa é tua forma de responder às orações que fiz, pedindo para me aproximar de ti, nunca mais vou orar!”
Eu estava tão aturdida com tudo, que nem me dei conta que meus amigos tinham feito uma lista de oração de 24 horas, e oravam por mim diuturnamente.
E o tempo foi passando. Pouco a pouco comecei a notar diferenças em minhas reações. Minha raiva começou a diminuir. Minha depressão foi indo embora. Deus revelou-se a mim de uma forma muito especial e foi me tornando mais resistente.

Minha atitude, perante a terapia ocupacional tornou-se mais positiva. Semanas antes eu havia recusado terminantemente a aprender a escrever com um lápis preso em meus dentes. Porém, minha reação mudou depois que conheci Tom, um quadraplégico, mais paralisado do que eu. Ele era uma pessoa muito animada e alegremente permitia que o terapeuta colocasse o lápis em sua boca. Senti, então, vergonha de minha rabugice e reclamação.

Atitude

Deus usou as orações de meus amigos e o exemplo de Tom para me mostrar a eterna verdade de Romanos 8.28: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito”. Fui aos poucos percebendo, que o conceito de bem que Deus tinha para mim não incluía ficar em pé. As coisas que cooperavam para o meu bem, diziam mais respeito a uma atitude de apreciação às pequenas coisas, como uma profunda gratidão pelas amizades e um caráter que refletisse paciência, persistência e alegria não dependentes das circunstâncias.
Hoje, mais de 30 anos depois que tudo aconteceu continuo com a mesma visão. Não vou dizer que tem sido fácil. Cada dia, porém, continuo a desfrutar do poder e da força derramadas diariamente por meu Deus. Além disso, ele sabe exatamente como eu me sinto. Ele sofreu muito mais do que eu! Jesus transformou sua cruz em um símbolo de esperança e liberdade. Por que, então, eu não poderia fazer a mesma coisa? Minha cadeira de rodas é a prisão que Deus tem usado para libertar meu espírito.
Joni Tada é escritora e compositora, tem 54 anos e é casada. Fundou a associação Joni and Friends, com o objetivo de ajudar as pessoas portadoras de necessidades especiais e oferecer treinamento a igrejas que possuem ministérios com elas.
Artigo publicado sob permissão da organização Joni and Friends. Traduzido por Iara Vasconcellos.


A HISTORIA MAIS INCRIVEL,O MELHOR LIVRO QUE JÁ VI.





On July 14 2008 778 Views




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