a vida é uma merda.
a gente nasce, cresce, estuda, trabalha, casa, tem filhos, se divorcia, trabalha mais,.. e, morre; quando tudo vira bosta.
nesse meio tempo, trepa pra caralho, ama pra caralho e ah!, se fode pra caralho também (o que é uma completa redundância mas tá tudo bem). aí a gente constata que foi triste e não sabia, que é feliz e não sabe como, que quis ser e não soube onde. ouvi aquela musica do caetano. aquela que diz que à mente apavora o que ainda não é mesmo velho ou nada do que não era antes quando não somos mutantes. sabe. então. ai pensei no mau gosto. pensei na avenida são joão.. pensei no meu coração.
porra. foi quando lembrei que esqueci ele ali em qualquer buraco. na verdade vendi por qualquer trocado, emprestei pra qualquer primeira-pessoa-que-aparece, sei lá. pra ser sincera, nem sei o que fiz com ele. só sei que se ele me esqueceu aqui, quero esquecer ele lá, no avesso do avesso do meu avesso. na puta que o pariu, nem importa. só sei que não quero lembrar que ele existe. ou que eu tenho casa, carro, roupas ou cpf. a proposito, maldito cpf. um dia vou rasgar essa merda. e misturar num copo de vodca. enfim. voltando pro esquecer de tudo. é que eu não quero pensar em nada. até pensei em fazer um curso de ioga meditativa, massagem linfatica ou datilografia. até pensei em ler um livro, freud ou nietzsche, qualquer coisa que se explique. até pensei. mas ai vi que não adianta sabe. a gente dá voltas lá fora e não sai do lugar, não sai aqui dentro e vai pra onde quer quando não pode. a coisa é aqui, cara, aqui ó. o tempo passa enquanto a gente nasce cresce estuda trabalha e tudo aquilo lá que vira bosta, e nem percebe que a coisa é aqui ó. que a gente vai sim trepar pra caralho, amar pra caralho, se foder pra caralho, mas que vai levar daqui só mesmo o que importa. e o que me importa é o que me interessa. agora, exatamente agora, o que me interessa é me refugiar num copo de vodca, com ou sem meu cpf. é me afogar no caos de uma grande metropole que nao sabe meu nome, me perder em qualquer madrugada fria; na mais completa desordem. quem sabe assim eu me esqueço, quem sabe assim eu me acho.
...e agora, assim, me procurando, vou descobrindo que a coisa aqui dentro tem vida. e tem vida pra caralho, que se mexe e tudo. que tem vontade própria... é na beleza do erro, do engano e da imperfeição que me ouço. ouço o coração gritar baixinho que ainda bate.
e que a vida é linda.
On July 06 2009
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